Segundona: Técnico do Marília comemora terceiro acesso: 'É uma divisão muito difícil'

Ricardo Costa já havia subido com a Portuguesa Santista, em 2016, e o EC São Bernardo, em 2017

Ricardo Costa já havia subido com a Portuguesa Santista, em 2016, e o EC São Bernardo, em 2017

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Marília, SP, 25 (AFI) – O técnico Ricardo Costa tem apenas 38 anos, mas já vai fazendo por merecer o rótulo de ‘Rei do Acesso da Segundona Paulista‘. Afinal, subiu Portuguesa Santista, em 2016; EC São Bernardo, em 2017; e agora, em 2019, Marília. Em 2018, com o São José, perdeu a vaga para o Comercial com um gol nos instantes finais. Em contato com o Portal Futebol Interior, o comandante falou sobre esse momento na carreira.

“A gente procura trabalhar intensamente em cada lugar que a gente vai, em cada oportunidade que a gente tem para mostrar nosso potencial, agarramos com unhas e dentes. Agradeço a todos que me deram oportunidades, mesmo sendo jovem, a gente se sente capacitado para as funções que vêm desempenhando. O segredo é o trabalho, ir atrás sempre do conhecimento”, disse.

“Ouvir as pessoas mais velhas, ir atrás dos cursos. O aprendizado é diário. Creio que hoje venho passando por um momento maravilhoso. É uma divisão muito difícil, sempre com cerca de 40 equipes e apenas dois acessos, a gente se sente muito feliz e focado para, se surgir uma oportunidade em uma divisão acima, desenvolver um bom trabalho”, assegurou.

Ricardo Costa, técnico do Marília  - Foto: Divulgação
Ricardo Costa, técnico do Marília

DIFICULDADES
O comandante também comentou quais foram as maiores dificuldades da campanha e avaliou qual foi o ‘momento-chave’ para chegar à decisão.

“Uma nova diretoria assumiu o clube, tentando resgatar esse clube que é muito grande no Estado de São Paulo. Então, houve esse início, pegamos meio zerado na parte estrutural, a diretoria, com nosso presidente, Daniel Alonso, o vice, Eduardo Nascimento, e o Alysson Alex Souza, foi trazendo credibilidade de volta”, destacou.

“Nos deram respaldo, reestruturando o clube novamente, mas houve dificuldades nas contratações. Não tinha uma base, então, começou do zero. Esses momentos iniciais foram os mais difíceis para que a gente pudesse fazer nossa história até o acesso”, contou.

“Iniciamos a terceira fase perdendo para o Catanduva fora de casa, depois recebemos e vencemos bem o Tupã. Depois, tivemos dois jogos com a Francana, uma das grandes equipes que ficaram para trás. Não jogamos também e perdemos. Aí, na volta, sabíamos que era o grande momento, precisávamos vencer. Fizemos um grande jogo. Ali, o time pegou um pouco do que faltava, aquele espírito de Bezinha, sabendo que seria tudo difícil até o acesso”, afirmou.

E AGORA?
Na decisão, o Marília terá que reverter a vantagem do Paulista. Isso porque o Galo da Japi é dono da melhor campanha da Segundona e será o campeão em casa de empate no placar agregado após 180 minutos.

“Quando você joga com essa grande vantagem, é muito confortável poder jogar nessa situação. Quando você joga contra, sabe que é muito difícil. Tem que fazer grandes jogos, principalmente em casa. Vamos ter que nos impor dentro de casa, fazer volume, para poder reverter. Tem que buscar vencer bem, temos que ser equilibrados, sem correr muitos riscos. Vai ser uma grande final. Por merecimento, eles têm a vantagem”, completou.