Série B, Carpini e futuro: Luiz Gustavo faz balanço de passagem pelo Guarani
Em alta no mercado, zagueiro tem contrato com o Bugre até 31 de dezembro de 2019
Em alta no mercado, zagueiro tem contrato com o Bugre até 31 de dezembro de 2019
Campinas, SP, 20 (AFI) – Luiz Gustavo é um dos ícones da campanha de recuperação do Guarani no segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro.
Titular absoluto desde a pausa para a Copa América, o zagueiro concedeu entrevista ao Portal Futebol Interior e fez um balanço de sua passagem pelo Bugre, iniciada em julho.
SÉRIE B
O beque viveu de perto a maior crise do ano depois do torneio continental. Afundado na lanterna e com troca no comando técnico e no Departamento de Futebol, o Alviverde se reabilitou a partir de agosto e, com duas rodadas de antecedência, evitou o rebaixamento à terceira divisão.
“Acredito que o grupo abraçou a causa e comprou a ideia do Carpini. A gente sabia que tinha bola para além daquela nossa pontuação ou posição que estávamos na tabela. Porém, para corresponder ao que acreditávamos, era preciso nos fecharmos ainda mais e suar sangue se fosse necessário”, comentou.
“O time passou a jogar um pouco melhor e a ser letal lá na frente, enquanto, lá atrás, a gente segurava as pontas também. Deu liga, fomos evoluindo a cada rodada e alcançamos o objetivo de permanecer. Claro que queríamos mais, o clube merecia coisas maiores, mas acabamos punidos por um início realmente muito aquém do que se espera”, emendou.
PROFESSOR
Nos bastidores e nas arquibancadas do Brinco de Ouro da Princesa, um nome é unanimidade quando o assunto é ‘recuperação na tabela’: Thiago Carpini.
Contratado sob indicação do ex-diretor Fumagalli, o então auxiliar técnico herdou a vaga deixada por Roberto Fonseca e, na primeira experiência como treinador da carreira, não decepcionou.
Sob seu comando, o Guarani engatou nove vitórias em 19 jogos e, de forma até inacreditável, é dono da quinta melhor campanha no segundo turno, o que aumenta a pressão para a efetivação no cargo.
” O (Thiago) Carpini também é um cara que tem uma parcela de contribuição significativa, pois sempre abriu o vestiário para o diálogo, algo que hoje é essencial no futebol”, elogiou Luiz.
“Acredito que minha titularidade e, posteriormente, eu ter virado capitão são consequências de uma conjunção de fatores. Durante toda a minha carreira sempre fui um jogador de grupo, que toma frente, bota a cara, se expressa interna e externamente. Aqui no Guarani tive empatia muito grande com o plantel de jogadores, comissão e diretoria. As coisas aconteceram naturalmente”, completou.
FUTURO
Emprestado pelo Vasco da Gama até 31 de dezembro, Luiz Gustavo tem permanência incerta no clube campineiro em 2020.
Em alta no mercado, o beque é sondado por outros concorrentes e, por enquanto, o Conselho de Administração ainda não encaminhou renovação.
“Nesse momento, não estou nem pensando nisso (propostas para 2020). Ainda tenho contrato com o Bugre e temos dois jogos a fazer. Apesar de já garantidos na competição, acredito que precisamos honrar a camisa e vencer esses jogos. Vamos em busca disso pelo torcedor que esteve ao nosso lado nessa caminhada dura, mas que teve final feliz”, destacou.
“Ainda tenho contrato com o Vasco e, a princípio, me reapresento lá em janeiro do ano que vem. Mas no futebol tudo muda muito rápido e negociações acontecem. Ainda não sentamos para falar sobre essas situações, pois quero finalizar meu trabalho aqui primeiro, focado em fazer o melhor possível até o fim da competição para só depois pensar na próxima temporada”, arrematou.
OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA:
DECISÃO DE FECHAR COM O GUARANI:
“Quando recebi a proposta do Guarani fiquei feliz por uma equipe tão tradicional do nosso país estar interessada no meu futebol, mas também estava ciente do grande desafio que teríamos pela frente. Sou um cara movido por desafios”
“Metas grandiosas me estimulam muito, então, senti que poderia ser um cara importante na recuperação da equipe e decidi aceitar o chamado para essa missão. Hoje, posso olhar pra trás e afirmar que fiz a escolha certa, porque conseguimos mudar a história que para muitos já estava escrita, do rebaixamento do Guarani”
LIDERANÇA NO ELENCO:
“Acho que foi algo natural, nada forçado ou orquestrado para ser dessa forma. A gente que está ali no vestiário, no dia a dia, acaba percebendo que pode ajudar o companheiro em uma ou outra questão. Fico feliz por ter a confiança e o carinho deles”
“Dei alguns toques e recebi também, essa troca de experiências faz parte e ajuda bastante quando todos estão dispostos a lutar pelo mesmo objetivo. Particularmente, vim com uma bagagem recente da experiência do Vasco de 2018 que me ajudou muito. Tentei levantar o astral e mostrar que a recuperação era possível, como foi. Deu certo e estão todos de parabéns!”





































































































































