Rafinha e Filipe Luís chegam da Europa para serem 'auxiliares técnicos' de Jesus
Em um semestre, laterais são absolutos na posição do Flamengo
Em um semestre, laterais são absolutos na posição do Flamengo
Rio de Janeiro, RJ, 25 – Que Jorge Jesus transformou um time inseguro e irregular em uma máquina de vencer, isso todo mundo sabe. Mas o português não fez a revolução sozinho.
Dois jogadores experientes incorporados ao elenco do Flamengo no meio do ano se mostraram fundamentais para colocar a locomotiva nos trilhos: Rafinha e Filipe Luís, que chegaram ao clube para melhorar o nível do jogo nas laterais e injetar espírito vencedor na equipe. Conseguiram cumprir os dois objetivos com louvor.
À CASA TORNAM
Rafinha e Filipe, ambos de 34 anos, voltaram ao Brasil após terem passado muitos anos ganhando títulos na Europa – o primeiro, no Bayern de Munique, e o segundo, no Atlético de Madrid.
A longa vivência no futebol ajudou os dois laterais a entenderem rapidamente do que o Flamengo precisava e se tornarem peças importantíssimas da engrenagem montada pelo treinador português.
OSCILAÇÕES
Não que o sucesso tenha chegado sem alguns tropeções. Em julho, com poucas semanas de clube, Rafinha viveu uma noite terrível em Guayaquil quando foi escalado no meio de campo contra o Emelec, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.
Deu tudo errado. Jogando fora de sua posição, o paranaense se saiu mal e foi bastante questionado, mas soube suportar a turbulência até se tornar uma figura inquestionável na equipe.
Se o pesadelo de Rafinha teve como cenário uma cidade do Equador, o de Filipe Luís deu-se em Salvador. O catarinense havia acabado de chegar ao Flamengo quando entrou em campo para enfrentar o Bahia na Fonte Nova, e a coisa foi feia.
O lateral tornou-se presa fácil para o veloz ataque baiano e o time carioca perdeu por 3 a 0 – única derrota de Jorge Jesus no Brasileirão, aliás.
Filipe, um jogador que nunca foi muito popular no Brasil, viu-se massacrado pelo público e pela crítica.
Dizia-se que ele não tinha mais capacidade física para jogar em alto nível, mas bastaram algumas semanas para o lateral recuperar a boa forma e surpreender positivamente quem não conhecia seu futebol – o que é um pouco estranho em se tratando de um jogador que defendeu (e bem) a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018 e na Copa América deste ano.
“Eu e o Rafinha temos formas diferentes de jogar. Acho que a gente se completa. Eu jogo mais por dentro, ele passa com muito mais velocidade do que eu”, analisou o ex-jogador do Atlético de Madrid.
MANAGER
Com fôlego e inteligência de sobra, os “tiozinhos” do elenco do Flamengo serviram como “auxiliares técnicos” de Jorge Jesus em campo e ajudaram o português a mudar a cara do time na segunda metade da temporada.
Quando a dupla chegou ao clube, não faltou quem dissesse que os dois laterais haviam voltado ao Brasil apenas para curtir uma espécie de pré-aposentadoria. Pois hoje é bem difícil encontrar alguém disposto a repetir semelhante bobagem.





































































































































