Tiãozinho detalha origem do racha político na Ponte Preta: 'Mudou a rota sem avisar'
Atual presidente da Macaca é aliado a Sérgio Carnielli, agora oposição de José Armando Abdalla Júnior
Atual presidente da Macaca é aliado a Sérgio Carnielli, agora oposição de José Armando Abdalla Júnior
Campinas, SP, 23 (AFI) – Embora esteja à frente da Ponte Preta por menos de dois meses, Sebastião Arcanjo sabe como ninguém os bastidores da recente crise política.
O mandatário, aliado de Sérgio Carnielli, responsável por investimento milionário na Macaca nas últimas décadas, assumiu o cargo no início de novembro após renúncia de José Armando Abdalla Júnior, em virtude de problema cardiológico.
Em entrevista à Rádio Brasil de Campinas, Tiãozinho detalhou o desacerto entre os cartolas e voltou a defender o presidente de honra.
“Estou muito à vontade neste debate, porque lutei, tentei e gastei toda a minha energia para tentar fazer uma composição e entendimento da última diretoria com o Sérgio Carnielli e nosso grupo. Na eleição, para mim, há uma questão que chama se legitimidade”, declarou.
“Disse ao Abdalla que trabalharíamos de forma colegiada. Não estou inventando nada, apenas recuperando o que foi feito lá atrás. Seria um trabalho de forma colegiada, sem um imperador ou um cara que decide sozinho”, emendou.
Arcanjo continuou a desvendar os episódios do embate político no Moisés Lucarelli, intensificado a partir do início de 2018.
“Dá poder que a gente conhece melhor as pessoas. Ao longo do processo, houve distanciamento. Até aí é normal, porque vai ter embate. Eu tenho embates com o Sérgio. Não tem problema nenhum. Tenho embate com outras pessoas na Ponte Preta. Ter divergência de opiniões, é bom e é rico”, ponderou.
“Nós combinamos o seguinte antes da posse: para cada centavo que entrasse no clube, nós tínhamos de dedicar ao acesso, com 60% profissional e 40% na base. Foi este o acordo, simples assim. Mudou a rota sem avisar os russos”, disparou.
SUB 23
A criação do time sub 23 foi motivo de divisão nos meandros do Majestoso. A categoria, entretanto, após resultados vexatórios na Copa Paulista e no Campeonato Brasileiro de Aspirantes, foi extinta por Tiãozinho.
“Gastamos mais de R$ 1 milhão no sub 23 e entramos na reta final do Campeonato Brasileiro com salários atrasados no time profissional, o nosso principal projeto. O sub 23 foi um fiasco, um vexame. Esse negócio é um desastre. A Ponte não precisa disso”, protestou.
“As pessoas começaram a ver oportunidades no sub 23. É só pegar a história. Um jogador na Ponte, com 23 anos, ou está arrebentando ou está fora. Não sou eu quem estou inventando. É o histórico do clube. É simples assim. Era só perguntar para o Jorginho e o Kleina qual a relação que eles tinham com a categoria. Zero, nenhuma, nenhuma. Não queriam nem saber, nem ver”, completou.
ARENA
A construção da Arena multiuso, no lugar do Centro de Treinamento do Jardim Eulina, também ajudou para distanciar os apoiadores de de Abdalla e Carnielli.
“Vamos debater a Arena. Não tenho problema. Ninguém é obrigado a comprar prato feito. O Conselho não vai aprovar prato feito. É preciso ter plano de negócio, tudo direitinho, aprovar na Prefeitura e trazer investidor. É um investimento a longo prazo”, alertou.
“Não é uma decisão do presidente da Ponte Preta. Então, de repente, começou a afastar pessoas da chapa que ganhou a eleição e trazer à diretoria pessoas que, declaradamente, tentaram impedir que, inclusive, o pessoal tomasse posse”, completou.





































































































































