ESPECIAL SANTA CATARINA: Figueirense respira, mas Brusque é único destaque
Avaí e Chapecoense, na Série A; e Criciúma, na Série B; foram rebaixados no Campeonato Brasileiro
Avaí e Chapecoense, na Série A; e Criciúma, na Série B; foram rebaixados no Campeonato Brasileiro
Florianópolis, SC, 01 (AFI) – A temporada de 2019 no futebol de Santa Catarina pode ser adjetivada de diversas formas: ruim ou decepcionante, porém, talvez sejam as mais precisas. Afinal, apenas o Brusque teve motivos para comemorar, já que foi campeão brasileiro da Série D, garantindo o tão sonhado acesso. Os demais, entre fiascos e decepções, ficaram bem abaixo.
Na Série A, Avaí e Chapecoense acabaram rebaixados, situação vivida pelo Criciúma na Série B – competição na qual o Figueirense se manteve com dificuldades. Sem representantes na Série C, o Estado viu Joinville e Tubarão caíram na primeira fase da Série D – e com a lanterna dos respectivos grupos, enquanto o Hercílio Luz caiu para o Brusque, logo no primeiro mata-mata.
COPA DO BRASIL
Na primeira competição nacional da temporada, os resultados começaram dentro das expectativas. Criciúma, Figueirense, Chapecoense e Avaí, com maiores ou menores dificuldades, confirmaram o melhor posicionamento no Ranking da CBF e avançaram na primeira fase da Copa do Brasil.
Tubarão e Brusque foram eliminados logo de cara – mas sem derrotas, empatando dentro de casa, diante de Brasil de Pelotas e Atlético Goianiense, respectivamente. Aquele que acabou mesmo deixando a desejar foi o Joinville. O Coelho encarou o Atlético Cearense, fora de casa, mas acabou derrotado por 2 a 0.
Na segunda fase, nenhum resultado muito ruim. O Avaí venceu o Brasil de Pelotas por 2 a 0, enquanto a Chapecoense fez 2 a 1 no Mixto. Anotando 7 a 6 nos pênaltis após o empate sem gols no tempo normal, o Criciúma eliminou o Oeste. A única baixa veio do Figueirense, que visitou o Luverdense e perdeu por 2 a 0.
Na sequência, porém, a casa caiu de vez, sem que um catarinense sequer avançasse às oitavas de final. Na terceira fase, já disputada em duas partidas, o Avaí parou no Vasco da Gama com o 4 a 2 no agregado. Em duelo caseiro, a Chape goleou o Criciúma por 5 a 2. Depois, na quarta fase, porém, o Verdão do Oeste ficou no 2 a 1 contra o Corinthians.
BRASILEIRÃO – AVAÍ
O Avaí, como a grande maioria dos times que chegam da Série B, entrou no Brasileirão focado em permanecer na Série A. Isso, porém, passou longe de acontecer. Foram nove derrotas e sete empates nas 16 rodadas iniciais, com a primeira vitória saindo em pleno Marancanã – 1 a 0 sobre o Fluminense.
Assim, não foi de se estranhar a lanterna, que veio com apenas 20 pontos após 11 empates e 24 derrotas, e as sucessivas trocas de treinadores. A equipe azurra começou a competição com Ganinho, passou por Alberto Valentim – que trocou o Leão da Ressacada pelo Botafogo – e terminou com o interino Evando Camillato.
BRASILEIRÃO – CHAPECOENSE
A Chapecoense também teve um Brasileirão para lá de ruim, resultando no primeiro rebaixamento na história do clube na Série A, onde se encontrava desde 2014. A estreia, porém, até foi promissora: 1 a 0, em casa, na Arena Condá, sobre o Internacional. Logo, porém, a realidade bateu à porta.
Dessa forma, o rebaixamento veio com a 19ª colocação: após 38 rodadas, foram apenas 32 pontos, sete abaixo do Ceará, o primeiro fora do Z4. Ney Franco, Marquinhos Santos e o interino Emerson Cris estiveram à frente da equipe. Para piorar, a situação financeira para os próximos anos é periclitante.
SÉRIE B – FIGUEIRENSE
Em julho de 2017, o Figueirense celebrou a parceria com a Elephant, que deveria gerir o futebol alvinegro por 20 anos. No entanto, a ‘dobradinha’ foi um desastre, o qual ficou evidenciado durante a Série B. Falta de pagamentos e estrutura, inclusive, levaram os jogadores a darem W.O. em visita ao Cuiabá.
Em setembro, quando o rebaixamento era iminente, a rescisão entre as partes foi confirmado – e o Figueira deu uma guinada na tabela de classificação. Nas últimas 12 rodadas, foram três vitórias e nove empates. Assim, a equipe de Florianópolis terminou na 16ª colocação, com 41 pontos, dois à frente do Z4, composto por Londrina, São Bento, Criciúma e Vila Nova.
SÉRIE B – CRICIÚMA
O começo do Criciúma na Série B já indicava que as dificuldades seriam imensas: duas derrotas e dois empates nos quatro primeiros jogos. Entretanto, mesmo encerrando bem, com oito pontos nas últimas quatro partidas, o Tigre foi vice-lanterna e rebaixado com 39 pontos: foram oito vitória, 15 empates e 15 derrotas.
SÉRIE D
O Joinville foi o catarinense que gerou maiores expectativas no início da Série D. Afinal, disputara o Brasileirão de 2015 e vinha acumulando fracassos e rebaixamentos em sequência. Além disso, contava com o técnico Felipe Surian, campeão da competição com o Volta Redonda, em 2016. Entretanto, o Coelho demitiu o treinador após o turno e foi lanterna do Grupo A17.
O Tubarão, mesmo com o forte investimento, também caiu fora logo na primeira fase ao ficar na última colocação do Grupo A16. Assim, Hercílio Luz, vice-líder do Grupo A14, e Brusque, líder do Grupo A15, foram os únicos do Estado de Santa Catarina que conseguiram chegar ao mata-mata e seguiram sonhando com o acesso à Série C.
Eles se encontraram, porém, logo na segunda fase, e o Bruscão, sob comando do técnico Waguinho Dias, segurou o empate sem gols, fora de casa, na ida; e venceu, como mandante, por 2 a 0, na volta. Assim, embalou rumo ao acesso e também ao título, passando por Boavista, Juazeirense, Ituano e Manaus.





































































































































