Empate se ajusta ao futebol praticado por Guarani e Mirassol
Empate se ajusta ao futebol praticado por Guarani e Mirassol
Empate se ajusta ao futebol praticado por Guarani e Mirassol
Em jogos com horário simultâneo dos clubes de Campinas, a opção editorial da coluna tem sido priorizar aquele do visitante, até porque o torcedor tem mais dificuldade para acompanhá-lo ‘in loco’.
Logo, o relato abaixo é sobre o empate por 1 a 1 de Guarani e Mirassol, sem que isso exclua a opinião do pontepretano sobre a vitória diante do Corinthians, até porque a torcida esperava há tempo uma resposta da equipe em campo.
Portanto, o espaço, nos comentários, está aberto a ambas torcidas.
EMPATE BEM REFLETIDO
Se Mirassol e Guarani foram rigorosamente iguais na maioria dos quesitos que se analisa de uma partida, tem-se que admitir que o empate por 1 a 1 refletiu com fidelidade o rendimento de ambos em Mirassol, na noite desta quinta-feira.

A rigor, o ex-treinador e ex-comentarista de futebol Eli Carlos colocava um bordão que se aplica com precisão ao treinador bugrino Thiago Carpini (foto) nesta quinta: “Certo é aquilo que dá certo”.
Contrariando todas as expectativas, Carpini preteriu o volante Marcelo, que havia ajudado o Guarani a sair de futebol adverso na segunda-feira contra o Santos, e mesmo com três desfalques no meio de campo ele optou por outros jogadores.
Por fim, Igor Henrique, Eduardo Person e Bady, que ocuparam as vagas de Lucas Abreu, Lucas Crispim e Giovanny, não comprometeram, e pelo menos neste aspecto Carpini não vai precisar dar explicações.
RENDIMENTO EQUIPARADO
De certo o Mirassol não contava que o Guarani fosse aplicar blitz ofensiva nos primeiros dez minutos, quando os mandantes, atordoados, não conseguiram ficar com a bola.
Depois disso o Mirassol foi se achando no jogo, se aproximou da meta bugrina, sem contudo criar chances.
E ainda no primeiro tempo, as equipes se alternaram no controle do jogo, sem a necessária criatividade para complemento de jogadas.
O grande pecado do treinador Ricardo Catalá, do Mirassol, foi ter escalado o improdutivo Maranhão para ocupar o lado direito de seu ataque, e por instinto dos próprios jogadores de sua equipe a preferência para atacar foi pelo lado esquerdo, com as incursões do lateral Romário.
Assim, sem o tormento na marcação, o lateral-esquerdo bugrino Bidu se mandou seguidamente ao ataque, e realizou partida com rendimento aceitável.
SEGUNDO TEMPO
O início do segundo tempo foi basicamente uma cópia do primeiro, com o Guarani tomando iniciativa.
Foi quando já poderia ter aberto o placar não fosse a incrível chance de gol desperdiçada pelo atacante Júnior Todinho, em passe de Bady, da esquerda. A bola foi pra fora.
Demorou para Carpini sacar o inoperante atacante Rafael Costa, que cedeu lugar a Bruno Sávio, jogador de mais movimentação.
O jogo parecia controlado pelo Bugre, mas um descuido de marcação permitiu que o meia Camilo, do Mirassol, – sem tendência ao cabeceio – testasse livre, fraco, para fácil defesa do goleiro Jefferson Paulino.
Ainda com mais controle de bola, o Guarani explorou dois erros fatais de defensores do Mirassol, aos 26 minutos.
Primeiro o zagueiro Thiago Alves perdeu bola supostamente dominada. No desdobramento do lance, o lateral Romário repetiu erro idêntico, e disso se aproveitou Igor Henrique para colocar Todinho em condições de marcar, e sabiamente ele completou a jogada.
VOLUME DO MIRASSOL
Depois disso era natural que o volume de jogo do Mirassol fosse intensificado, sem que isso implicasse em chances reais de gol, pela sólida cintura de marcação dos bugrinos.
Naquele cenário, a previsão lógica era que, mesmo pressionado, o Guarani sustentasse a vantagem.
Todavia, num escanteio pela direita, aos 39 minutos, o zagueiro Luiz Otávio subiu mais de que o zagueiro Bruno Silva, do Guarani, testou e empatou a partida.
De prático observa-se que mesmo quando o Mirassol fez a chamada marcação alta, o Guarani valorizou a saída de bola, soube praticar a natural evolução, e com isso se aproximou da área adversária.
Todavia as oscilações de Todinho na própria partida e a insistência injustificável do treinador na manutenção de Rafael Costa tiram o poder de fogo do ataque.
No pouco tempo que jogou, o atacante Alemão mostrou mais funcionalidade de que Rafael.





































































































































