Adeus a Flamarion, ótimo volante, mas carreira de treinador não decolou

Adeus a Flamarion, ótimo volante, mas carreira de treinador não decolou

Adeus a Flamarion, ótimo volante, mas carreira de treinador não decolou

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A morte do ex-volante Flamarion Nunes Tomazolli nos remete à época em que dois ou até três irmãos vingavam em clubes de futebol.

Zico, o maior ídolo do Flamengo, é parte de uma família em que o irmão Antunes, atacante já falecido, atuou ao lado do outro irmão Edu, meia luziu no América do Rio de Janeiro.

César Maluco, centroavante do Palmeiras nos anos 70, é irmão dos também atacantes Caio Cambalhota – com passagem pelo Flamengo -, e Luisinho, que marcou época no América do Rio e discreta passagem pelo Palmeiras.

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Flamarion foi o primeiro dos mineiros da família Tomazolli, de Ouro Fino, a fazer carreira no Guarani, a partir da base. Atacantes Jarbas (na foto) e Escurinho não trilharam a mesma carreira de sucesso.

JUVENIL EM 1965

Estilo clássico como volante

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era indício de que Flamarion seria mais uma das revelações do juvenil bugrino.

Daquele time de 1965, em que ele fez dupla de meio de campo com Sílvio, mais dois vingaram no profissional: ponteiro-direito Lindoia, que posteriormente se transferiu ao Corinthians, e zagueiro Guassi.

Três anos depois, dirigentes bugrinos usaram Flamarion irregularmente em jogo contra o Palmeiras, pelo Paulistão, para livrar a barra do adversário, à época ameaçado de rebaixamento à divisão inferior.

No campo foi registrado empate por 1 a 1, mas o Palmeiras ganhou os pontos no tapetão, que ajudaram a salvá-lo do pior.

É que à época o Palmeiras havia priorizado a Libertadores, ficando vice-campeão, e se descuidou da competição regional.

Até 1976 Flamarion foi absoluto no meio de campo bugrino. Apesar do estilo técnico, era preciso no desarme, principalmente porque tinha o tempo exato de bola para antecipação.

Por isso o Cruzeiro tratou de levá-lo para ocupar a camisa cinco até então do intocável Wilson Piazza.

Flamarion ainda jogou no Sport Recife e Botafogo de Ribeirão Preto, com carreira encerrada em 1984.

TREINADOR

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O histórico de Flamarion enquanto atleta abriu portas quer no Guarani, quer na Ponte Preta, já na função de treinador dos profissionais, mas não prosperou.

Ainda em ambos os clubes teve novas oportunidades nas categorias de base, mas igualmente não deslanchou.

Assim, retornou a Ouro Fino, onde chegou a exercer função no esporte, na prefeitura da cidade.

Ultimamente lutava contra um câncer e morreu aos 68 anos de idade no dia 27 de janeiro passado.