Que tal Carpini aumentar a estatura do ataque bugrino?

Que tal Carpini aumentar a estatura do ataque bugrino?

Que tal Carpini aumentar a estatura do ataque bugrino?

0002050447316 img
0002050447316 img

A despeito de o treinador Thiago Carpini (foto), do Guarani, ter buscado com frequência fórmulas de aprimoramento do time durante este Campeonato Paulista, há um detalhe que passa despercebido, e que requer avaliação.

Nos últimos dois jogos, contra Mirassol e Santo André, a equipe sofreu gols em desdobramento de bola parada, e tem gente que indevidamente culpa a defesa por suposta falha.

Ora, quais jogadores adversários ganharam as jogadas pelo alto?

Saiba que foram zagueiros.

Diante do Mirassol, o gol foi marcado por Luiz Otávio, que de fato subiu mais de que o zagueiro Bruno Silva, do Guarani, testou e empatou a partida.

Convenhamos que a preocupação inicial de Bruno Silva, no lance, seria marcar atacante adversário, e não zagueiro.

Enfim, minimize a culpa dele.

Contra o Santo André, quem ganhou a jogada por cima foi o alto zagueiro Rodrigo, e quem subiu com ele foi o meio-campista Eduardo Person, de estatura mediana.

Como Rodrigo ganhou a disputa, a bola se ofereceu ao atacante Ramon, que a empurrou à rede.

ESTATURA BAIXA

É primário no futebol se avaliar que atacante deve se incumbir de disputar a bola parada defensiva de seu time com atacante adversário, correto?

Sim, mas como cobrar de Rafael Costa e Júnior Todinho, com 1,71m de altura, para que disputem desproporcionalmente tais jogadas por cima?

Só isso já justificaria uma vaga no ataque bugrino para Bruno Sávio, 1,81m de altura.

A rigor, se bem treinado para o cabeceio, poderia ser eficiente igualmente na bola aérea ofensiva do Guarani.

O tímido futebol de Rafael Costa, por si só, já justificaria perda de vaga entre os titulares, para a entrada de Bruno Sávio.

Outro ganho, se o treinador processe a mudança, seria de velocidade pelos lados do campo, o que inibiria incursões de laterais adversários, como ocorreu com Rodrigo Luz do Santo André.

SELEÇÃO OLÍMPICA

Salta aos olhos a carência de eficientes cobradores de faltas na nova geração do futebol brasileiro.

No jogo da seleção brasileira olímpica do Brasil de segunda-feira, os colombianos abusaram de faltas nas imediações de sua área, sem que se observasse, entre a garotada brasileira, um pé calibrado para assustar o intranquilo goleiro colombiano.

Dizem que fisiologistas ordenam aos treinadores de clubes que o atleta evite treinar cobranças de faltas, com justificativa de risco de lesão muscular.

Ora, por que no passado a boleirada treinava até exaustivamente tais cobranças, e nem por isso era vitimada por problemas musculares?