Da mesma forma que goleiro enterra time, Roger também enterrou a Ponte em Itu
Da mesma forma que goleiro enterra time, Roger também enterrou a Ponte em Itu
Ituano vence Ponte Preta por 1 a 0

Muito se tem a citar dos desajustes do time da Ponte Preta na derrota para o Ituano por 1 a 0, na noite desta segunda-feira em Itu. Entretanto, da mesma forma que a crítica é contundente para goleiro que ‘franga’ e enterra o seu time, é preciso jogar responsabilidade em centroavante que perde gol feitíssimo como Roger da Ponte Preta, aos 46 minutos do segundo tempo.
Semana passada crucificaram o goleiro Jefferson Paulino do Guarani pelo ‘frangaço’ diante do Oeste, mas a postura não é a mesma quando um jogador experiente como Roger perde gol incrível, cara a cara com o goleiro Pegorari do Ituano, ao permitir defesa do adversário com o pé.
E foi jogada originada por falha gritante dos zagueiros do Ituano, que perderam a bola para Roger.
KLEINA
Das respostas até ácidas do treinador Gilson Kleina da Ponte Preta – após se verificar repetição de pobreza técnica de seu time -, a única convincente foi do desperdício da chance de empate.
Quando Kleina tentou mostrar que fruto do trabalho pré-jogo foi colocado em prática, o argumento seria facilmente contestado se na entrevista fosse permitido réplica do entrevistador.
O argumento de que seu time já trabalha a bola de trás cai no lugar comum porque não há fluxo natural de jogadas.
Citação de inversão de jogo visando encontrar o lateral Apodi adiantado para criação de jogada ofensiva é refutada com o lógico argumento de que isso em nada resultou.
Pelo contrário. Provocou ‘buraqueira’ nas costas de seu jogador, explorada pelo adversário.
Volante Dawhan, encarregado da cobertura, foi batido seguidamente, e assim o Ituano concentrou a maioria das jogadas pelo setor, inclusive no lance que originou o gol do atacante Gabriel Taliari.
Com Apodi avançado, o atacante Bruno Rodrigues ficou com posicionamento indefinido na equipe.
De mais a mais, a lógica para um treinador com visão privilegiada de jogo – o que não é o caso de Kleina – seria posicionar Felipe Saraiva no lado direito do ataque, pois ali estava o marcador mais fraco do Ituano, caso do lateral-esquerdo Breno Lopes.
EVOLUÇÃO?
A facilidade pra se expressar possibilita que Kleina tangencie nas respostas.
Como admitir evolução da equipe pontepretana – como citou – se durante o primeiro tempo a única chance criada foi proveniente de falha do atacante Mino, do Ituano, que perdeu bola dominada quase na baliza de escanteio de sua defesa, possibilitando que Apodi cruzasse e Roger testasse para fora?
O fato de a Ponte ter ficado mais com posse de bola no finalzinho do primeiro tempo e início do segundo não significa que tivesse ameaçado, exceto em lançamento do volante Bruno Reis para Roger, travado no momento da conclusão.
O que se viu, na sequência, foi o goleiro Ivan praticando defesa difícil quando Mino ficou cara a cara, e quando Luizinho o substituiu e criou embaraço pelo lado esquerdo no ataque do Ituano.
Viu-se, também, alterações equivocadas de Kleina, que no desespero para colocar em campo mais atacantes deixou desguarnecido o seu meio de campo.
SAFIRA
O treinador deveria ter conhecido que o atacante Safira atravessa péssimo momento, não justificando entrada na equipe.
Por fim, o Ituano conta com equipe tão limitada quanto a Ponte, mas com padrão mínimo para que as jogadas possam fluir com sucessivas trocas de passes, até a bola se aproximar da área da Ponte.





































































































































