Vitória da Ponte nos pênaltis encobre gols perdidos e erros de escalação e trocas

Para alívio da nação pontepretana seus jogadores converteram os cinco pênaltis que tiveram direito contra o Vila Nova

Vitória da Ponte nos pênaltis encobre gols perdidos e erros de escalação e trocas

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E precisava o time da Ponte Preta provocar aquela tortura ao seu torcedor durante o tempo normal do empate sem gols com o Vila Nova em Campinas, na noite desta quinta-feira?

Precisavam boleirada e dupla de treinadores colocarem em risco R$ 1,5 milhão ao levarem a definição do classificado à terceira fase da Copa do Brasil às cobranças de pênaltis?

Para alívio da nação pontepretana seus jogadores converteram os cinco pênaltis que tiveram direito, enquanto o Vila Nova caiu fora da competição porque Gilsinho quase ‘penou’ a bola em sua cobrança. Resultado: 5 a 3 para a Ponte.

GOLS PERDIDOS

Roger perdeu várias chances
Roger perdeu várias chances

Eis a questão: por que a Ponte Preta não ‘matou’ o jogo no tempo normal contra o apenas aplicado Vila Nova (GO)?

Primeiro porque desperdiçou três chances de ouro, duas através do centroavante Roger e outra com Apodi.

Depois por equívoco em escalação e substituições da dupla Fábio Moreno – que ficou no banco – e João Brigatti – com celular em camarote do estádio.

Cá pra nós: quem situa-se em patamar salarial no elenco pontepretano, como Roger, não pode desperdiçar gols como tem desperdiçado. E não é de hoje.

O impecável primeiro tempo mostrado pelo meia João Paulo implicou em assistências magníficas inicialmente para Roger, que finalizou de canhora pra fora.

Antes o meia havia construído jogada para Apodi, cuja finalização mais parecia um ‘traque’ – chute fraco – e igualmente à esquerda do goleiro Fabrício.

Aos 27 minutos do segundo tempo Roger ficou cara a cara com o goleiro Fabrício, se desequilibrou na jogada, e tentou cavar pênalti, que naturalmente o juizão Ramon Abel, de Santa Catarina, não foi na dele.

Desconto para Roger apenas quando tentou finalizar, já dentro da pequena área, e foi travado por um dos zagueiros adversário.

RENDIMENTO MELHOR

O jogo desta quinta-feira foi prova do quão errou a diretoria da Ponte Preta ao postergar a permanência do treinador Gilson Kleina.

Bastaram algumas mexidas para que o time já tivesse rendimento bem melhor.

A troca nas duas laterais – com Dawhan deslocado à direita e Yuri fixado na esquerda – já implicou em transição pelo setor, e isso naturalmente provocou maior volume de jogo ofensivo.

Danrlei, escalado como primeiro volante, foi grata surpresa. Correspondeu na marcação e passou a bola corretamente.

Com isso Bruno Reis foi adiantado como segundo volante, e realizou sua melhor partida com a camisa da Ponte.

Com a bola mais trabalhada até a intermediária adversária, enfim apareceu o futebol de brilho do meia João Paulo, com decréscimo de rendimento apenas na segunda metade do segundo tempo.

Apesar disso, ficou claro falta de ajustes no setor ofensivo.

SARAIVA

Embora Felipe Saraiva, atacante de beirada, não tenha característica de completar jogadas, é driblador e preocupa adversários.

A tendência é que possa evoluir quando ocorrerem jogadas combinadas pelo lado do campo que ocupar.

A rigor, ele até correspondia fixado na esquerda, o que não justificou a inversão para a direita, quando da entrada de Bruno Rodrigues aos 33 minutos do primeiro tempo.

EQUÍVOCOS

Se Brigatti jurou que escalaria jogadores em melhores condições, praticou contradição ao escalar Apodi, que não vinha correspondendo, e nada fez enquanto esteve em campo contra o Vila Nova, a não ser perder gol feito.

Aí, quando Fábio Moreno e João Brigatti tiveram possibilidade de corrigir o equívoco e colocar Zanocelo, incidiram no erro ao procederem a entrada de Bruno Rodrigues no posto de Apodi, justamente quem igualmente não correspondeu em partidas anteriores.

Pior ainda quando decidiram sacar Saraiva para entrada do inconstante Matheus Ânderson, que perdeu quase todas as jogadas.

Foi quando o Vila Nova, sem que fosse incomodado, começou a sair de trás.

Aí faltava-lhe criatividade para assustar a Ponte, que voltou a controlar o jogo com a entrada de Zanocelo em lugar de Danrlei, machucado.

Fica a lição que no futebol tem-se que fazer o simples. Jogador atravessa má fase, procura-se recuperá-lo no banco e busca-se outras alternativas.

Desta vez a eficiência em cobrança de pênaltis salvou a Ponte do pior. E quando o adversário exigir mais?