Goleiro Ivan evitou que Ponte Preta sofresse goleada

Goleiro Ivan evitou que Ponte Preta sofresse goleada

Goleiro Ivan evitou que Ponte Preta sofresse goleada

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Quem diria que o torcedor pontepretano tivesse que fazer contas para escapar do rebaixamento, no encaminhamento do término da primeira fase do Campeonato Paulista!

Derrota para o São Paulo no Estádio do Morumbi é resultado previsível, mas com o goleiro Ivan praticando milagres e salvando a Ponte de sofrer goleada é preocupante sim.

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Por isso a derrota por 2 a 1, na tarde deste domingo, ficou barato ao time pontepretano.

Ninguém ignora que o elenco da Ponte Preta, montado pelo demitido treinador Gilson Kleina, conjuntamente com o executivo de futebol Gustavo Bueno, é limitadíssimo. Isso tudo com conivência do presidente Sebastião Arcanjo, que demonstra não ser da bola.

DESORGANIZAÇÃO

Apesar disso, é pavoroso ao pontepretano constatar um time desorganizado em campo durante o primeiro tempo, que sequer conseguia ‘picotar’ o jogo.

Apenas olhava o São Paulo envolvê-lo com incrível facilidade e criando sucessivas chances de gols, ora desperdiçadas, ora com defesas pela desenvoltura do goleiro Ivan.

Portanto, ficou batato para a Ponte derrota parcial por 2 a 0 para o São Paulo no primeiro tempo, gols de Alexandre Pato e Reinaldo.

A rigor, esse segundo gol foi clara mostragem de erro cantado e ignorado pelo treinador João Brigatti, que insistiu na escalação do contestado Bruno Rodrigues.

Além da ineficiência ofensiva, ele não fazia a recomposição adequadamente, tanto que não marcou o lateral-esquerdo Reinaldo, quando do lance que originou o segundo gol.

Se já se esperava maior volume de jogo do São Paulo, Brigatti teria obrigação que fechar mais o meio de campo, e tinha a opção de escalar Zanocelo em vez de Bruno Rodrigues.

DANRLEI

Claro que ninguém contava que o jovem volante Danrlei fosse jogar tão mal.

Confuso, abandonava a cabeça da área e se adiantava para dar o bote errado em adversários.

Com o natural envolvimento do São Paulo no toque de bola, o outro volante Bruno Reis, sobrecarregado, também ficou igualmente perdido, e assim a zaga pontepretana, assediada com frequência, igualmente falhava.

Apesar disso a Ponte poderia ter saído em vantagem na primeira fase se o árbitro Vinícius Furlan não errasse ao invalidar gol do zagueiro Trevisan, e interpretar o lance como de impedimento.

Também errou contra o São Paulo ao não marcar pênalti contra a Ponte, em bola que bateu no braço de Bruno Reis.

JEFERSON

No intervalo Brigatti enxergou parcialmente os defeitos e corrigiu o principal deles, ao sacar Danrlei e colocar Jeferson como primeiro volante.

Ninguém contava que imprudentemente o lateral-esquerdo Yuri, que jogava mal, fosse cometer falta que ocasionasse no segundo cartão amarelo, e por extensão o vermelho, aos oito minutos do segundo tempo.

O sacrificado para corrigir o posicionamento na lateral, com entrada de Guilherme Lazaroni, foi Felipe Saraiva, que igualmente perdia todas as jogadas ofensivas, assim como o centroavante Roger foi absorvido com facilidade pelos marcadores.

Diante do cenário, restava à Ponte Preta se precaver para não sofrer goleada. E isso só não ocorreu porque Pablo e Igor Gomes pararam em defesas de Ivan.

DAWHAN

Ocasionalmente a Ponte começou a dar algumas escapadas ao ataque, e numa delas, aos 26 minutos, o improvisado Dawhan na lateral-direita acreditou em jogada, ganhou divididas contra o goleiro Thiago Volpi e zagueiro Arboleda, para marcar o gol de honra de seu time.

Demorou também para Brigatti sacar Roger, que nada fazia, na tentativa de fechar os espaços do meio de campo com a entrada de Zanocelo.

Por sorte da Ponte, o ímpeto ofensivo do São Paulo diminuiu quando o treinador Fernando Diniz sacou o atacante Pablo, aos 21 minutos, para colocar o meio-campista Hernanes, que entrou mal na partida.

Portanto, resta à Ponte Preta agradecer ao seu goleiro Ivan por ter escapado de goleada, e Brigatti tem a missão de não mais errar em escalação e tentar minimamente organizar o time nas partidas restantes.