Marconatto descarta SAF e diz que Guarani se dá bem com Graziano, da Magnum
“Não pensamos em SAF neste momento. Primeiro, o Guarani precisa ser dono de seus recursos e seus ativos"
Campinas, SP, 28 (AFI) – O presidente do Guarani, André Marconatto, revelou nesta quinta-feira que o clube não pensa em se transformar numa SAF – Sociedade Anônima do Futebol – pelo menos neste momento, considerado inadequado. Ele também confirmou que o clube mantém um bom relacionamento com o empresário Roberto Graziano, que arrematou o estádio Brinco de Ouro em 2015.
Recentemente surgiu uma especulação de que o Banco Pactual, que é uma instituição de investimentos, teria procurado a direção bugrina para eventuais negócios. O dirigente tentou ser claro em relação aos dois assuntos.
“Não pensamos em SAF neste momento. Primeiro, o Guarani precisa ser dono de seus recursos e seus ativos. Depois nós podemos escutar algo, uma proposta. Não adianta fazer por fazer. Perdemos nosso estádio, nosso patrimônio foi dilapidado, então, temos que ter muita sobriedade para cuidar do clube”, disse Marconatto em entrevista à TV Bandeirantes Campinas.
Mas ele admitiu que o clube precisa buscar investimentos e, principalmente, parceiros para desenvolver as suas atividades:
“Temos alguns investimentos que precisamos fazer no clube, como num Centro de Treinamento, no próprio estádio. Então, estamos procurando algum parceiro para viabilizar este recursos. Estamos atrás de parceiros, mas nada em relação a SAF’, reforçou.
O presidente não foi preciso ao responder sobre como anda a parceria com a empresa Magnum, cujo contrato forçaria um pagamento mensal de R$ 350 mil ao clube. O acordo faria parte da negociação feita junto ao clube, em leilão realizado na Justiça do Trabalho.
“Temos ainda um valor a receber, mas não sei se são dois anos ou mais. Tenho que ver no contrato. A parceira com Magnum continua sendo boa, e sempre que pode ele (Roberto Graziano) nos ajuda. Ele tem feito contatos com a prefeitura pra resolver algumas pendências e as obras devem começar ano que vem (2024 ou 2025?)”, concluiu.
DÍVIDAS E LEILÃO
Após as desastrosas negociações das dívidas do clube que redundaram no arremate do Brinco de Ouro pelo grupo do empresário da Magnum, algumas dúvidas ficaram no ar, principalmente, porque o contrato é sigiloso e não se sabe ao certo sobre algumas cláusulas consideradas importantes e que não ficaram claras, na época, nem mesmo para os conselheiros.
Em princípio, o Guarani só desocupa o Brinco de Ouro quando a Magnum construir um estádio novo, com capacidade para 12 mil torcedores. Há, porém, uma dificuldade para definir a área da construção do mesmo. Pensava-se, inicialmente, que a própria Magnum compraria uma nova área, no entanto, isso foi esclarecido depois de que esta responsabilidade é do clube.
O Guarani teria sugerido a construção do novo estádio numa área próxima à Rodovia dos Bandeirantes, onde o planejamento inicial seria a construção de um novo CT. O terreno pertence ao clube, adquirido na gestão do presidente José Luiz Lourencetti e chegou a sofrer penhoras ao longo do anos.
Mas qualquer obra neste terreno dependeria de autorizações legais, inclusive da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, uma vez que a mesma está localizada dentro de uma área de preservação ambiental. Enfim, são detalhes nebulosos que há anos tiram o sono da torcida bugrina.





































































































































