Binacional-PER x São Paulo - Na altitude, Tricolor começa a sua busca pelo tetra

Para iniciar a sua trajetória em busca de tetracampeonato, a equipe paulista terá de superar a altitude e a ausência do técnico Diniz

Para iniciar a sua trajetória em busca de tetracampeonato, a equipe paulista terá de superar a altitude e a ausência do técnico Diniz

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São Paulo, SP, 04 (AFI) – O São Paulo fará sua estreia na Libertadores diante do Binacional-PER, às 21h, nesta quinta-feira (05), no Estádio Guillermo Briceño Rosamedin, em Juliaca, no Peru. Para iniciar a sua trajetória em busca de tetracampeonato, a equipe paulista terá de superar a altitude e a ausência do técnico Fernando Diniz por conta de uma suspensão na Copa Sul-Americana, em 2019, quando comandava o Fluminense.

De olho no confronto diante dos peruanos, o São Paulo se planejou para minimizar os efeitos da altitude de 3.800 metros da cidade de Juliaca, no Peru. A exemplo disso, os preparadores de goleiros do clube especificaram treinamento com bolas de vôlei para simular a velocidade das bolas ao chegar ao gol. Também para diminuir tais efeitos, o clube se preocupou com a logística para enfrentar o cenário atípico, desembarcando na cidade do jogo somente horas antes da partida.

Já o Escuela Municipal Binacional é o mais recente campeão nacional. A equipe peruana, fundada em 2008, disputa a Primeira Divisão do Peru desde 2018 e já acumula dois títulos: Copa do Peru 2017 e o Campeonato Peruano de 2019. A primeira competição internacional em que participou foi a Sul-Americana, em 2019.

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BINACIONAL
Fundado em 2010, o clube peruano Escuela Municipal Binacional disputa sua primeira Copa Libertadores neste ano. Juan Arce e Roberto Mosquera treinaram a equipe em 2019. Para 2020, o argentino César Vigevani foi contratado, mas pediu demissão ainda em fevereiro, e Javier Urutunco ficou como interino até a chegada do colombiano Flabio Torres na semana passada.

Em sua apresentação, Flabio Torres exaltou os adversários que o Binacional terá nesta primeira etapa da Libertadores. Além do São Paulo, estão no Grupo D o argentino River Plate, atual vice-campeão, e a equatoriana LDU.

“Caímos em um grupo forte, mas não podemos vê-los como os gigantes. Em campo, é uma batalha de 11 contra 11”, afirmou o treinador, que tem 56 anos e acumula trabalhos no Rionegro, Atlético Bucaramanga, Deportivo Pasto, Cucuta e Once Caldas, todos clubes colombianos.

Para poder jogar na altitude de Juliaca, o Binacional instalou novos refletores no Estádio Guillermo Briceño Rosamedina. Isso porque a Conmebol exige iluminação de no mínimo 1.000 lux, algo que não havia no estádio com capacidade de cerca de 15 mil pessoas.

Se não pudesse atuar em casa, o Binacional teria de mandar seus jogos na cidade de Arequipa, onde a altitude é de 2.300 metros acima do nível do mar e tem pouca influência no desempenho dos atletas.

SÃO PAULO
O lateral-direito Juanfran e o meia Vitor Bueno vão desfalcar o São Paulo na partida contra o Binacional. Já o atacante Antony está recuperado de entorse no tornozelo esquerdo e fica à disposição.

Juanfran sentiu dores na panturrilha direita e ficou fora da partida contra a Ponte Preta, no último domingo, pelo Campeonato Paulista. Ele chegou a treinar em campo nesta semana, mas não viaja com o elenco para o Peru.

Vitor Bueno, por sua vez, sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo durante o jogo contra a Ponte Preta e teve de ser substituído. Também não recuperou-se a tempo de ficar à disposição para a estreia da Libertadores. Sem a dupla, a tendência é de que Igor Vinícius e Pablo sejam titulares do São Paulo.

Os outros desfalques do São Paulo são o meia-atacante Everton e o atacante Brenner, suspenso, além de Léo e Gabriel Saara, também lesionados. O técnico Fernando Diniz também está suspenso e não poderá comandar o time à beira do campo.

O São Paulo treinou na manhã desta quarta-feira, no CT da Barra Funda, antes da viagem para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A delegação só vai para Juliaca, no Peru, depois do almoço da quinta-feira, horas antes da partida contra o Binacional. O objetivo é minimizar os efeitos da altitude de 3.825 metros de Juliaca.