Crise no Guarani: Conselho não analisa contas e seguranças promovem pancadaria

Tanto o Conselho Fiscal, como o Conselho Deliberativo não apresentaram as contas para a aprovação por falta de documentos

Tanto o Conselho Fiscal, como o Conselho Deliberativo não apresentaram as contas para a aprovação por falta de documentos

Campinas, SP,5 (AFI) – A Assembleia de Sócios do Guarani realizada, nesta quinta-feira à noite, na sede social do Brinco de Ouro, para aprovação de contas da atual diretoria referente ao de 2019, terminou em pancadaria.

Com eleições marcadas para o próximo dia 15 de março, a prestação de contas era decisiva para que o atual presidente do conselho de administração, Ricardo Miguel Moisés, continue à frente do clube.

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SÓCIOS ESTRANHOS
Vários conselheiros e associados reclamam que cerca de 200 sócios foram colocados no quadro social de forma indevida. Estes novatos seriam funcionários da ASA Alumínio.

Inclusive estes sócios, sem ligação com o clube, chegaram ao Brinco de Ouro em um ônibus da própria empresa.

Os associados, principalmente do grupo Hoje e Sempre Guarani (HSG), reclamam que deste total, cerca de 70 que estavam na reunião eram desconhecidos e foram colocados no quadro associativo pelo atual presidente Ricardo Moisés.

Ônibus trouxe 'sócios fantasmas' para o Brinco de Ouro

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SEM DOCUMENTOS
Antes da Assembleia houve reunião do Conselho Deliberativo para apreciar as contas da diretoria do ano de 2019. A prestação de contas não foi apresentada aos conselheiros, nem pelo conselho fiscal, nem pelo conselho deliberativo.

Ambos os órgãos optaram por não dar sequência ao procedimento, por considerarem inviável devido a falta de documentos absolutamente necessários.

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ASSEMBLEIA DE SÓCIOS
Encerrada a reunião do CD deu-se início à Assembleia de Sócios. Um dos associados presentes, pediu a suspensão da mesma pela falta de documentos.

Neste momento, seguranças contratados pela atual administração do clube, começaram a agredir associados e conselheiros que eram contrários à aprovação das contas, já que os documentos não haviam sido apresentados, como exige o estatuto.

Muitos destes conselheiros e associados, também estranharam a presença de um número excessivo de seguranças existentes no local. Hoje, eram cerca de 60 seguranças, quase um terço dos presentes na Assembleia, com cerca de 180 sócios.

Assembleia de Sócios do Guarani acaba em pancadaria

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Os seguranças agiram a mando de Ricardo Miguel Moisés que dizia a todos:

“Hoje estas contas serão aprovados por bem ou por mal”, deixando claro ter sido dele a ordem de bater em sócios e conselheiros do clube.

ACUSADO EM CRIMES
Ricardo Moisés é envolvido com adulteração de gasolina, respondendo a vários processos criminais.

Depois da grande confusão, os associados foram embora e o presidente da Assembleia de Sócios, o fiscal federal, Luiz Domiciano, disse que a assembleia estava suspensa.

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APROVAÇÃO ILEGAL
Depois, com o esvaziamento, e apenas com os sócios ligados à atual gestão, continuou a assembleia. Naquele momento, pouco mais de 30% dos associados estavam no clube, uma vez que os demais tinham ido.

Este grupo aprovou as contas, mesmo sem ter em mãos nenhum documento do conselho fiscal e do conselho deliberativo. Uma ilegalidade absoluta.