Dérbi sem torcida: Ponte acata e Guarani promete recorrer na Justiça

Os presidentes dos dois clubes mostraram opiniões distintas ao comentarem a proibição de público no clássico

Os presidentes dos dois clubes mostraram opiniões distintas ao comentarem a proibição de público no clássico

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Campinas, SP, 13 (AFI) – O Dérbi 196 vai mesmo acontecer sem presença de público e os rivais Guarani e Ponte Preta têm posturas diferentes em relação a essa medida para o clássico marcado para segunda-feira, às 20 horas, no estádio Brinco de Ouro, pela 10.ª rodada do Campeonato Paulista.

MEDIDA PRECIPITADA
O Guarani, mandante da partida, não viu a decisão com bons olhos. O presidente do clube, Ricardo Miguel Moisés, classificou a decisão da Secretaria de Saúde de Campinas como ‘precipitada’:

“Acredito que foi uma decisão precipitada, porque os shoppings, o comércio e tudo mais continuam funcionando normalmente”, argumentou Ricardo Moisés, que pretende buscar um meio de ainda reverter a decisão.

“Está descartada a possibilidade de o Guarani não entrar e campo. Já falei com a Federação e A televisão e adiar não é possível. O Guarani vai buscar um meio legal para o torcedor acompanhar o seu time”, afirmou.

RECURSO CONTRA PREJUÍZOS
Guarani que promete recorrer judicialmente para não ter prejuízos financeiros e técnicos. O presidente Ricardo Miguel Moisés não escondeu sua decepção.

“O Guarani está triste com a decisão. Não dá para entender uma medida no dérbi, sem que o mesmo ocorra em outras atividades como o comércio e os shoppings. Nós vamos nos reunir com nosso departamento jurídico e ver qual medida podemos tomar contra a decisão da prefeitura”.

O Guarani se sente prejudicado porque este jogo seria com torcida única. Cerca de dez mil ingressos já estavam vendidos e a previsão era chegar aos 15 mil torcedores.

Ricardo Moisés promete medida juridica contra determinação

Ricardo Moisés promete medida juridica contra determinação

PONTE ACATA E ‘COMEMORA’
A Ponte Preta, por sua vez, aceitou a determinação sem maiores reclamações. O presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, afirmou que pretende cumprir as determinações e disputar a partida sem se preocupar com fatores externos ao jogo.

“A Ponte está preparada para qualquer situação. Eu gosto do clássico com as duas torcidas, principalmente pela vibração. Agora, as informações passadas são de extrema gravidade. Obviamente, está em jogo a vida das pessoas. Nós vamos lá jogar para ganhar e é isso que nos interessa”, disse.

TIÃOZINHO ACHA NORMAL…

Tiãozinho apoiou a 'medida preventiva'
Tiãozinho apoiou a ‘medida preventiva’

Tiãozinho, político ligado aos partidos de esquerda, usou sua habilidade política ao analisar a decisão.

Ele achou importante a medida, considerando-a “de caráter preventiva”. E acredita que “não vai ocorrer nenhuma vantagem para este ou aquele time”.

Pouco depois, ele tentou se justificar e mostrou certa incoerência.

“A Ponte Preta já atuou em condições adversas, sem torcida ou com portões fechados e fomos ao campo normalmente. É uma circunstância pelo momento que vive o país e o mundo” – completou.