Série B: Vila Nova amplia mandato de presidente delator da Operação Penalidade Máxima

Com aprovação por unanimidade, os presidentes executivo, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal (COF) passam a exercer o cargo por quatro anos ao invés de dois.

A nova regra do estatuto já vale para essa gestão, de Hugo Jorge Bravo de Carvalho.

Hugo Jorge, presidente do Vila Nova
Hugo Jorge, presidente do Vila Nova (Foto: Roberto Corrêa / Vila Nova F.C.)

Goiânia, GO, 10 (AFI) – O Conselho Deliberativo do Vila Nova entrou em votação na última segunda-feira para debater a ampliação de mandatos. Com aprovação por unanimidade, os presidentes executivo, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal (COF) passam a exercer o cargo por quatro anos ao invés de dois. A nova regra do estatuto já vale para essa gestão, de Hugo Jorge Bravo de Carvalho.

Hugo Jorge ficaria no cargo até o fim de 2023 e, a partir de agora, passará a ficar no comando do Vila Nova até o fim de 2025. Assim como Décio Caetano, presidente do Conselho Deliberativo, e Henrique da Veiga Jardim, presidente do Conselho Fiscal.

O mandatário está no cargo desde de o biênio de 2020-2021, sendo reeleito para 2022-2023.No entanto, a regra para reeleição segue inalterada, sendo previsto apenas uma.

DELATOR

Hugo Jorge foi quem delatou o esquema de apostas entre jogadores e apostadores. A investigação teve início em novembro de 2022, quando o presidente denunciou o envolvimento de Bruno Lopez na manipulação dos resultados das partidas entre Vila Nova x Sport, Tombense x Criciúma e Sampaio Corrêa x Londrina, para beneficiar apostadores.

“Essa operação veio num momento muito importante para o futebol brasileiro. Eu posso dizer para vocês, tranquilamente, se isso não acontecesse, nos próximos três, quatro anos, o futebol estaria completamente contaminado”, previu o presidente do Vila Nova.

Hugo Jorge Bravo descobriu o esquema depois que soube que um atleta de seu time, Marcus Vinícius Barreira, conhecido como Romário, recebeu a promessa de ganhar R$ 150 mil para cometer um pênalti no duelo entre Vila Nova e Sport, pela última rodada da Série B de 2022.

Major da PM, o faro de policial lhe ajudou a colher mais informações e a fazer a denúncia ao MP, que deflagrou a primeira fase da operação em fevereiro e a segunda, em abril, quando, segundo Cesconetto, “os apostadores estavam se organizando para tentar fraudar novos eventos na Série A”.