Diniz elogia Tite e prega pés no chão na seleção após 5 a 1: 'Euforia é só da torcida'
"O time ganhou de 5 a 1, mas já foi. Agora é pés no chão, tem a rivalidade, Peru é um time tradicional"
Campinas, SP, 12 – Fernando Diniz não esconde sua admiração pelo futebol bonito e de muitos gols. Mas não quer se iludir pelos 5 a 1 sobre o Bolívia e pregou total respeito ao Peru nesta segunda-feira, falando em “ter cuidado”. O novo treinador da seleção brasileira elogiou o trabalho que herdou de Tite e mostrou humildade para deixar a euforia somente para a torcida, elogiando o adversário desta terça-feira nas Eliminatórias Sul-Americanas.
“Euforia é coisa típica do torcedor. O time ganhou de 5 a 1, mas já foi. Agora é pés no chão, tem a rivalidade, Peru é um time tradicional que enfrentamos em semifinal da Copa América. Temos de pensar no Peru com todo cuidado e procurar entregar nosso melhor”, afirmou o treinador.
Apesar das quatro vitórias seguidas contra o rival, a ordem do treinador é não criar armas para deixar o oponente desta terça-feira com “sangue nos olhos”. Nada de provocação ou de falas esnobes apesar da confiança.
“Gostei bastante do time e quero os jogadores ganhando mais entrosamento. Com muita troca, acaba perdendo o ganho que tivemos. A tendência e manutenção da equipe”, afirmou o técnico, que não mexerá na escalação em Lima, apesar da previsão de trabalho duro,
“Peru é uma grande equipe. Vi cinco jogos deles, um time forte fisicamente, bem treinado e espero ter dificuldades no jogo”, avaliou. “Eles têm bons recursos técnicos e estou esperando um grande confronto”, enfatizou.
A confiança, porém, é que a seleção some mais um grande resultado. E não será somente pelas “estratégias” de Diniz, segundo ele próprio frisou.
“Peguei um time muito bem estruturado pelo Tite, tanto na parte tática, apesar da forma diferente de jogar, e no relacional, de se dar bem, entre os jogadores, e colocamos algumas ideias”, frisou.
Diniz surpreendeu quando falou que suas primeiras decisões na seleção não foram pensando na parte ofensiva.
“Minha ideia é de montar primeiro um time que se protege bem. E ele criou muito contra a Bolívia e não ofereceu quase nada. Gosto de jogar para frente, que tenha bola, pois a única chance de não tomar gol é com a bola, e ter a posse é uma coisa que te favorece para não sofrer atrás.”
O Fluminense joga bonito no Brasileirão, mas por vezes acaba sofrendo gols em demasia. Ele explicou como vai agir na seleção para evitar esse “problema.
“Tenho cuidados defensivos, depois vou implementando para ser um ataque positivo e que o time sinta prazer de jogar. Isso passa isso para a torcida. E esse vínculo me dá muita alegria. Sempre jogo para vencer, mas criando esse tipo de sentimento (apoio da torcida) é o melhor cenário possível.”
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