João Brigatti descarta férias na Ponte Preta: 'Não desliga completamente'

Treinador tem participado de reuniões por videoconferência para definir arestas na Macaca

Treinador tem participado de reuniões por videoconferência para definir arestas na Macaca

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Campinas, SP, 15 (AFI) – Embora o elenco da Ponte Preta tenha sido liberado para férias em abril por conta da pandemia do Covid-19, João Brigatti não se sente literalmente em período de descanso.

Em entrevista à Rádio Futebol Interior, o treinador da Macaca revelou não conseguir se desligar do trabalho, principalmente em isolamento social, na cidade de Campinas, durante a quarentena.

“Na verdade, você disse férias, mas nós não estamos em férias. A gente não se sente em férias. Quando está em férias, você desliga completamente, mesmo tendo que estar acompanhando os campeonatos e os atletas em vários pontos do país. Porém, você consegue desligar um pouco e consegue ter o seu direito de ir e vir neste país”, comentou o comandante.

Brigatti está prestes a completar dois meses de Ponte - Luiz Guilherme Martins / PontePress

Brigatti está prestes a completar dois meses de Ponte

“Hoje, neste momento em que a gente está passando, não nos sentimos em férias, até porque você não se desliga e você fica sempre apreensivo com situações de saúde que está acontecendo em Campinas e no mundo todo, enfim. É uma situação desagradável e uma situação ruim. Eu por ser hiperativo não consigo ficar parado. Tenho que descer aqui e usar a área comum do prédio”, continuou.

LADO POSITIVO

Embora mostra-se preocupado com a pandemia do coronavírus no país, Brigatti enxergou o ‘lado positivo’ de paralisação do Campeonato Paulista.

Na visão do técnico, caso a competição seguisse no ritmo natural, a probabilidade de a Ponte Preta ser rebaixada seria muito maior.

“Estou sempre pensando, é lógico, na volta do Campeonato Paulista e na situação em que a Ponte se encontra hoje na tabela. É uma situação muito preocupante, mas que há uma luz no fim do túnel, né? Eu acho que aquele momento e aquele cenário de 16 de março, a última partida frente o nosso maior rival, quando fomos derrotados, eram totalmente diferentes”, analisou.

“Se desse continuidade ao campeonato ali, fatalmente a gente teria que ter um ânimo e um trabalho dobrado para tentar reverter uma situação. Eu acho que, hoje, todos acenam, principalmente agora nesta semana em que vai ter uma reunião decisiva na Federação, para que o Campeonato Paulista volte e volte os trabalhos de todos”, arrematou o ex-goleiro.