Presidente do Atlético-GO defende volta aos treinos: 'Jogadores têm muita saúde'

Em meio à pandemia, Dragão anunciou reinício dos treinamentos a partir do início de maio

Em meio à pandemia, Dragão anunciou reinício dos treinamentos a partir do início de maio

0002050463812 img

Goiânia, GO, 24 – No Atlético Goianiense, o presidente Adson Batista e todos os jogadores estão em contagem regressiva para voltar aos treinos.

A equipe será uma das primeiras do futebol brasileiro a retomar as atividades e a partir do começo de maio deve ter os atletas novamente no centro de treinamentos.

Apesar da grande preocupação no País com a pandemia do novo coronavírus, o clube promete tomar todos os cuidados necessários e garante que não vai expor o elenco a riscos.

Em entrevista ao Estado, o presidente do clube afirmou que logo após o final das férias coletivas, no próximo dia 30, espera ter a presença dos jogadores.

Adson Batista defende retorno dos treinamentos no Atlético-GO

Adson Batista defende retorno dos treinamentos no Atlético-GO

“Queremos voltar o mais rápido possível com o futebol porque é a sobrevivência dos clubes. Vamos ter de enfrentar essa pandemia, não adianta. Nós iremos tomar todas as precauções necessárias”, disse o dirigente. Outro clube goiano na Série A do Campeonato Brasileiro, o Goiás também voltará ao trabalho em maio.

MÉDICOS

Batista comentou que o departamento médico do Atlético Goianiense tem conversado com médicos da CBF e autoridades estaduais de saúde para debater a elaboração de um protocolo para a volta aos treinos.

O time pretende realizar testes para detecção do coronavírus, exames de saúde e medir frequentemente a temperatura de todos os atletas. Um dos problemas é o custo de toda essa operação, mas o clube pretende buscar esses recursos com parceiros com a CBF.

“Voltar aos treinos é importante para o empregos de todos nós. Os jogadores têm muita saúde e vão treinar em local seguro e arejado”, disse o presidente.

RESTRIÇÕES?

O Atlético Goianiense não pretende realizar o trabalho em grupos de até cinco pessoas, como é feito na Alemanha.

A ideia é tentar o máximo possível que as atividades sejam normais, inclusive com treinos coletivos e com bola. Os atletas não ficarão em regime de concentração no centro de treinamentos durante o período.

“Os jogadores estão ansiosos, não aguentam mais ficar em casa e querem voltar”, afirmou Batista. O presidente do clube disse que até o momento a proposta de voltar ao trabalho não gerou a resistência de órgãos de saúde.

“Vamos parar de sensacionalismo e de achar que não se pode fazer nada. É preciso entender que o futebol é um meio de pessoas saudáveis, então vamos ter condições de enfrentar essa pandemia”, explicou.

GRANA

O Atlético Goianiense tem como uma das preocupações as finanças. A equipe tem o receio de ter muitas perdas com a fuga de patrocinadores e jogos com os portões fechados.

Para minimizar esse efeito, a diretoria pretende negociar com os atletas uma possível redução salarial para o próximo mês.