Confira a entrevista com Rogerinho R9, astro do futebol para amputados
Atleta do Corinthians/Mogi foi o convidado desta terça-feira do programa 'Balançando a Rede', da Rádio Futebol Interior
Atleta do Corinthians/Mogi foi o convidado desta terça-feira do programa 'Balançando a Rede', da Rádio Futebol Interior
Campinas, SP, 28 (AFI) – Rogerinho R9, astro do futebol para amputados, foi o convidado desta terça-feira no programa ‘Balançando a Rede’, da Rádio Futebol Interior, apresentado por Carlos Corsato e com participação de Gustavo Marques.
Rogério de Almeida, o Rogerinho, é atleta do Corinthians/Mogi e da Seleção Brasileira de Futebol para Amputados. Ele abordou questões sobre o início de sua carreira na modalidade, o calendário de competições e metas e objetivos futuros.
CARREIRA
Natural de Mogi das Cruzes, o jogador de 39 anos nasceu sem a perna esquerda devido a uma má formação congênita. Isso, no entanto, não impediu que Rogerinho seguisse o sonho de seguir o caminho da bola.
“Comecei a jogar futebol na rua, em clubes, com sete anos de idade, mas não sabia nada sobre a modalidade. Antigamente tinha muito preconceito, mas hoje a sociedade está mais aberta a lidar com a questão da deficiência física. Quando fiz 18 anos, descobri o futebol para amputados, que tinha uma seleção brasileira e que poderia disputar campeonatos. Comecei ali minha trajetória no futebol”, relembrou R9.
PARAOLIMPÍADA
Tetracampeão brasileiro com o Corinthians/Mogi e há dez anos na seleção brasileira, sendo os últimos cinco como capitão, Rogerinho também acumula o cargo de vice-presidente da Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Físicos (ABDF), que organiza as competições nacionais e fomenta a modalidade no país.
Fora do calendário Paraolímpico, Rogerinho espera que os Jogos de Tóquio possam mudar o rumo do esporte nesse sentido.
“Infelizmente nossa modalidade não tem apoio do Comitê Paraolímpico. A cada ano paraolímpico, duas modalidades são incluídas. Em 2016, o futebol de amputados ficou em terceiro e não entrou. Temos uma grande esperança no Japão, que adiou para o próximo ano, que o esporte seja demonstrativo, para que em 2024 valha medalha. Tornando-se esporte paraolímpico, o Comitê começa a investir”, explicou.
O MAIOR
Rogerinho é considerado o maior artilheiro da história da modalidade. Atualmente, o atacante possui 546 gols mas, segundo ele, não tem ambições em se tornar o “Pelé” do futebol para amputados.
“Não tenho a meta de chegar aos mil gols. Busco sempre marcar gols. Pretendo jogar por mais alguns anos, então quem sabe eu possa chegar (aos mil gols). A meta nesse ano é chegar nos 600 gols”.
R9
O jogador explicou que a inspiração para o apelido vem de um ídolo da torcida corinthiana e da Seleção Brasileira.
“Eu jogava com a 10 e quando fui para a seleção brasileira, recebi a camisa 8. Um colega veio perguntar se podia trocar de camisa com ele, que era a 9. Fiquei com a 9 e logo no primeiro campeonato, em 2009, fui artilheiro da Copa América e campeão com a seleção brasileira. Depois disso surgiu a comparação com o Ronaldo Fenômeno, que é um cara que sempre me espelhei, Acabou ficando R9 e tenho até tatuagem”, disse Rogerinho.





































































































































