Conselho Fiscal aprova balanço de 2019 na Ponte Preta; déficit aumenta
Dívidas gerais da Macaca saltaram para R$ 123 milhões na temporada anterior
Dívidas gerais da Macaca saltaram para R$ 123 milhões na temporada anterior
Campinas, SP, 01 (AFI) – O Conselho Fiscal da Ponte Preta aprovou, na última terça-feira, 28 de abril, o balanço financeiro de 2019.
A reunião, seguindo aos devidos cuidados recomendados pelas autoridades em virtude da pandemia do novo coronavírus, contou com a presença dos três membros titulares e o suplente do órgão.
Além do quarteto, bateram cartão no encontro o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Tagino Alves dos Santos, o Diretor Financeiro Décio Sirbone Júnior e a contadora Adriana Vieira, bem como integrantes da Auditoria Independente responsável por analisar as contas apresentadas.
Nunca é tarde para lembrar que, no ano anterior, a gestão da Ponte Preta foi exercida de janeiro a novembro por José Armando Abdalla Júnior. Após renúncia por problemas cardíacos, Sebastião Moreira Arcanjo assumiu, cujo mandato é válido até o fim de 2021.
As contas foram aprovadas por unanimidade, porém com duas ressalvas: uma em relação à extinta categoria do sub 23 e outra em virtude de isenção dada pela gestão anterior à dívida de aluguéis do bar do Moisés Lucarelli.
“A gestão anterior isentou a empresa responsável pelos bares do estádio Moisés Lucarelli do pagamento de R$ 60 mil, referentes aos aluguéis devidos. Entendemos que não havia justificativa para a gestão Abdalla perdoar a dívida, ainda mais nos tempos de crise financeira em que vivemos”, aponta Nilton Levantesi, presidente do Conselho Fiscal.
DÍVIDA
O déficit do exercício de 2019 aumentou em cerca de R$ 5 milhões em relação a 2018. O valor foi fruto, principalmente, de investimentos no futebol profissional e, parte dele, de R$ 1,3 milhão, no extinto sub 23.
“É preciso deixar explícito o erro que foi essa categoria aspirante, criada sem previsão estatutária, que nunca deu retorno ao clube e consumiu um grande volume de investimento. Lamentável”, diz o atual diretor das categorias de base, Fábio Abdalla.
Por fim, a dívida alvinegra saltou de R$ 115 milhões para R$ 123 milhões. “De maneira geral, o nível de endividamento permanece nos últimos anos. Entendo que a Ponte Preta precisa realmente reavaliar o modelo de negócio, pois os sinais de esgotamento do atual modelo são claros e preocupantes”, diz o diretor Sirbone Júnior.





































































































































