Gestor da Inter de Limeira fala sobre planejamento em meio à pandemia
Segundo o gestor de futebol do clube, Enrico Ambrogini, o planejamento conservador desde o início da gestão foi fundamental
Segundo o gestor de futebol do clube, Enrico Ambrogini, o planejamento conservador desde o início da gestão foi fundamental
Limeira, SP, 05 (AFI) – A dificuldade de adaptação à realidade financeira do futebol em tempos de coronavírus está sendo um pouco mais amena para a Inter de Limeira, que disputa a primeira divisão do Campeonato Paulista após 14 anos. Segundo o gestor de futebol do clube, Enrico Ambrogini, o planejamento conservador desde o início da gestão foi fundamental.
Mesmo com a folha de pagamento mais baixa entre todos os clubes, a Inter tem a nona melhor campanha, dando trabalho para clubes tradicionais. Empatou com o Palmeiras, e venceu Corinthians, Red Bull Bragantino e Ponte Preta.
Como a Inter de Limeira está enfrentando esse momento de quarentena? Como foi a adaptação para dar conta dos gastos, principalmente com folha de pagamento?
Assim como todos, não só clubes de futebol, a quarentena está comprometendo as receitas, evidentemente.
Porém, graças ao planejamento conservador que adotamos desde o início da gestão, sempre trabalhamos com uma reserva de capital que seria usada, ao final do ano, para fazermos investimentos ou pagar dívidas.
Esse “colchão”, como chamamos, nos permitiu honrar todos os contratos de jogadores e comissão. Portanto podemos dizer que com a gestão eficiente que tivemos, esperamos passar por esse período complicado.
Qual o reflexo dessa parada para o futebol brasileiro? Quais mudanças a curto, médio e longo prazo?
Curto prazo: Insegurança. Aqui se aumenta o cuidado, não se tomam decisões no impulso. Contratos de menor prazo e valores menores.
Médio prazo: Tentativa de recuperação da capacidade de pagamento. Gestões eficientes vão se destacar.
Longo prazo: Normalização do mercado do futebol, trazendo todos os valores, em todas as esferas, para níveis 20, 25% mais baixos.
Sua origem no futebol foi atuando no Movimento Bom Senso como executivo do grupo. De que forma aquela mobilização está refletindo nos dias de hoje?
O Bom Senso FC sempre defendeu o equilíbrio. Existem clubes que jogam muitas partidas, outros que jogam poucas. Sempre quisemos o meio termo. Buscamos apresentar projetos e ideias que levassem em consideração todos os elos da cadeia.
Fizemos o texto inicial do Profut e trabalhamos na aprovação (apesar de não ter sido aprovado como queríamos).
Atualmente, o presidente da CBF Rogério Caboclo tomou medidas em linha com nosso pensamento lá de trás, como inclusão de jogadores, ex- jogadores e treinadores nos grupos de trabalho, aumento da Série C em número de datas e está criando o Licenciamento de Clubes.
Fale um pouco sobre sua trajetória no futebol
Engenheiro de Produção formado pela UFSCar comecei a trabalhar em banco de investimento logo após a faculdade e abri minha própria butique de gestão empresarial.
No final de 2013, conheci o Paulo André, então jogador do Corinthians, que me convidou para tocar o Bom Senso FC. Eu era o executivo da associação. Fiquei por três anos e meio e, como fiquei bem próximo do Rodrigo Caetano, fiz um estágio com ele no Flamengo.
No meio de 2016 recebi um convite para ser CEO do Espírito Santo FC, um clube empresa de Vitoria. Batemos alguns recordes como melhor qualificação da história de um clube capixaba na série D em 2017, classificação inédita para a Copa SP Junior.
Em maio de 2018 fui fazer um mestrado em Londres (Gestão Esportiva com foco no Business Futebol) e, então, assumi como CEO da Inter de Limeira em junho de 2019.





































































































































