Cidade de São Paulo pode provocar adiamento da volta do futebol

Cidade de São Paulo pode provocar adiamento da volta do futebol

Cidade de São Paulo pode provocar adiamento da volta do futebol

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Pergunta que mais se ouve nas rodas do futebol de Campinas é quando será finalizado o Campeonato Paulista?

Quando, não se sabe. Todavia a Federação Paulista de Futebol garante a continuidade, até porque os clubes aguardam pelo recebimento de um terço das cotas de televisão. E são cotas ‘gordas’ em período de vacas magras.

Resposta de retomada dos jogos transcende os meios esportivos, e sequer prefeitos têm autonomia para avalizarem liberação de estádios, mesmo com jogos em portões fechados ao público.

Prefeito do município de São Paulo, Bruno Covas ameaça copiar modelo de lookdown adotado em São Luís, capital do Maranhão.

Lookdown? De certo caipirão como o roceiro Arsênio questiona: “O que é isso? É de comer? É conta pra pagar?

Mais fácil seria citarem que é ordem de ‘fechamento da cidade’, pra que as pessoas não saiam de casa.

É que nesta quarta-feira, 82% dos leitos de UTI da capital paulista estavam comprometidos.

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Band, prefeito Bruno Covas se mostrou pessimista sobre relaxamento da quarentena em sua cidade, já na próxima semana.

Logo, prevendo-se o adiamento de pelo menos mais uma semana, isso implicaria no retardamento de Palmeiras, Corinthians e São Paulo ao retorno às atividades normais.

Se a proposta da Federação Paulista de Futebol é de que todos clubes voltem juntos aos treinamentos, como ficariam aqueles do interior e Santos?

Considerando-se a probabilidade de relaxamento da quarentena em algumas cidades do interior, uma das hipóteses seria a migração temporária de local dos clubes paulistanos.

RESPOSTA RÍSPIDA

Desencontro dos homens públicos é outro agravante.

Na manhã desta quarta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes-São Paulo, o prefeito de Campinas, Jonas Donizete, cobrou empatia do governador paulista João Dória, para flexibilização da quarentena na cidade, com justificativa de que uma camada da população já está sofrendo.

Questionado sobre o assunto, Dória, respondeu com rispidez: “Não estou preocupado com empatia, nem simpatia. Estou preocupado em salvar vidas”.

Faltou alguém lhe perguntar por que durante o reinado de Momo, quando o covid-19 já rondava por aqui, ele foi incentivador da farra, e até participou da brincadeira em blocos?

O jeito é aguardar a posição do governador sobre flexibilização da quarentena de municípios paulistas, prevista para esta sexta-feira.

Resta saber se de fato vai ratificar compromisso assumido de excluir a quarentena aquelas cidades que tiverem taxa de isolamento social abaixo de 50%.

Aí, provavelmente pode-se aparecer uma luz no fim do túnel de como será o reencaminhamento do futebol no Estado de São Paulo.