Anel superior, não; apenas tobogã para o Brinco de Ouro

O Tobogã surgiu de uma reunião no Brinco. Eu mesmo sugeri o nome, que acabou referendado por Tadeu Datovo, histórico fundador da Guerreiros da Tribo.

A história da construção do Tobogã passou pelas mãos de grandes dirigentes do Guarani, como Ricardo Chuffi e Antônio Tavares Júnior

Estádio
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Campinas, SP, 31 (AFI) – Se este 31 de março é marcado como Dia Mundial de Combate ao Fumo, criado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) – com áudio específico na coluna Memórias do Futebolhttps://blogdoari.futebolinterior.com.br -, não nos esqueçamos que a data também marca o 70º aniversário de inauguração do Estádio Brinco de Ouro, que por descuido de administrações passadas foi leiloado e doravante o Guarani vai mandar jogos em outro local.

Septuagenários vivenciaram época que os portões principais do estádio eram sob as cadeiras vitalícias, e dali, em jogos contra equipes consideradas pequenas, o torcedor era distribuído para dependências como sociais, arquibancada central – abaixo do tobogã – e as duas cabeceiras construídas de madeiras, além do alambrado.

Contra os chamados grandes, abria-se um portão lateral à arquibancada central. Em meados da década de 60, foi concluída a obra de concreto da cabeceira norte. Uma década depois, já não havia alambrado e nem madeira na cabeceira sul, substituída pela obra de cimento. E sob ela foram colocados os portões principais do estádio.

Brinco de Ouro - Guarani
Tobogã é um espaço muito querido pelos bugrinos. Foto: Thomaz Marostegan – GFC

TOBOGÃ

Após o Guarani conquistar o título do Campeonato Brasileiro em 1978, o seu torcedor e dirigentes projetaram que o clube seria consolidado entre os grandes do futebol paulista, e a ampliação do estádio uma prioridade, para que assegurasse presença de público maior em seus jogos.

Posto o projeto em execução, a construção no andar superior da citada arquibancada de poucos degraus mal atingiu um quinto já foi paralisada, com justificativa do saudoso presidente Ricardo Chuffi de falta de recursos.

TAVARES JÚNIOR

Uma vez eleito presidente do Guarani, em 1980, a prioridade do saudoso Antonio Tavares Júnior foi o complemento da obra, e para isso negociou os direitos econômicos do ponta-de-lança Renato Morungaba com o São Paulo. Paradoxalmente, ainda sobraram recursos para a contratação de Jorge Mendonça, da mesma posição, que estava no Vasco.

Semanas antes da inauguração da obra, o então vice-presidente do Guarani, José Vitorino dos Santos, o Zezo, quis identificá-la como anel superior. Como setorista do clube à época, vinculado ao extinto jornal Diário do Povo, questionei aquela citação, pois a obra não compreendia o entorno do estádio.

BATISMO DO TOBOGÃ

Sugeri, então, o batismo de tobogã, guiado pela semelhança com aquela suntuosa obra do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.

Apesar da contestação de Zezo, que contou com jornalista do concorrente jornal Correio Popular como aliado, coube ao então presidente da Torcida Organizada Guerreiros da Tribo, Robel Tadeu Datovo, o papel de mediador, ocasião que comprou a proposta de ‘tobogã’, e assim ficou.