Há 27 anos, clube brasileiro conquistava o bicampeonato da Libertadores

Tricolor Paulista superou a Universidad Católica-CHI para ser o ‘dono da América’ pela segunda vez consecutiva

Tricolor Paulista superou a Universidad Católica-CHI para ser o ‘dono da América’ pela segunda vez consecutiva

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São Paulo, SP, 26 (AFI) – Ser o melhor time sul-americano e vencer a Libertadores da América já é um feito. Fazer isso por dois anos consecutivos é possível apenas para um seleto grupo de times. Entre esses, está o São Paulo. Nesse 26 de maio de 2020, o Tricolor comemora 27 anos do bicampeonato da Libertadores.

Vindo de um período mágico no ano de 1992, onde faturou a sua primeira Libertadores e ainda venceu o Mundial em cima do Barcelona, o Tricolor Paulista não ficou satisfeito.

Dono de um elenco recheado de ídolos como Zetti, Raí, Muller, Pintado, Palhinha e Cafu, além de ser comandado pelo histórico técnico Telê Santana, o São Paulo conseguiu repetir a dose do ano anterior, igualando o Santos de Pelé, que venceu o torneio em 1962 e 1963.

Dono da América. (Foto: Arquivo Histórico/São Paulo Futebol Clube)

Dono da América. (Foto: Arquivo Histórico/São Paulo Futebol Clube)

CAMPANHA!
Por ter sido campeão da edição anterior, o São Paulo entrou na Libertadores diretamente nas oitavas de finais, onde enfrentaria justamente o Newell’s Old Boys-ARG, adversário na final de 1992. Motivados e contando com o apoio de sua torcida, o time argentino acabou vencendo a primeira partida por 2 a 0.

Na semana seguinte, o São Paulo voltaria a enfrentar os argentinos, dessa vez no Morumbi. Com uma ótima atuação, incluindo Raí jogando com o pulso quebrado, a vitória foi são-paulina. O time comandado por Telê Santana deu show e despachou Newell’s com um placar de 4 a 0.

DUELO NO RIO!
Após o difícil embate contra os hermanos nas oitavas, o São Paulo encontraria outro grande adversário: o Flamengo-RJ, campeão brasileiro em 1992. O primeiro jogo das quartas foi realizado no Maracanã, e começou bem para os atuais campeões. No primeiro tempo, Palhinha fez um golaço de cobertura, mas o São Paulo cedeu o empate para os cariocas, que ainda tiveram um jogador expulso.

Nomes de peso. (Foto: Reprodução/Site Conmebol Libertadores)

Nomes de peso. (Foto: Reprodução/Site Conmebol Libertadores)

Se a vitória não veio no Rio de Janeiro, ela chegou ao Morumbi. Com gols de Muller e Cafu, o São Paulo sacramentou a vitória e a classificação para a semifinais. Apesar disso, Zetti foi um dos destaques ao precisar operar difíceis defesas ao longo da partida.

NOMES CONHECIDOS!
Passando pelos brasileiros, o São Paulo teve pela frente o Cerro Porteño-PAR. A equipe paraguaia vinha motivada para chegar em sua primeira final de Libertadores e ainda contava com grandes nomes que brilhariam no futebol brasileiro: Arce e Gamarra, além do treinador brasileiro Paulo César Carpegiani. Os três, seis anos mais tarde, disputariam a Copa de 1998 pela seleção guarani, sendo eliminados nas oitavas de final pela campeã França apenas no gol de ouro.

Digno de uma semifinal continental, o primeiro embate entre as equipes foi equilibrado e cheio de dificuldades. A primeira partida, no Morumbi, terminou com o placar de 1 a 0 para o Sã Paulo, gol de Raí. No Paraguai, mais equilíbrio. Em um Defensores Del Chaco lotado, a partida se mostrava muito igual. Apesar de certa dose de sofrimento nos últimos finais, o Tricolor Paulista conseguiu suportar a pressão paraguaia para chegar em sua segunda final consecutiva.

DONO DA AMÉRICA!
Atual campeão da Libertadores e Mundial, o São Paulo não estava satisfeito. Fazendo história mais uma vez, o Tricolor Paulista aplicou a maior goleada em uma final da história do torneio: 5 a 1 sobre a Universidad Católica-CHI. Os gols do show são-paulino em um Morumbi lotado foram marcados por López (contra), Vítor, Gilmar, Raí e Müller.

No Chile, o São Paulo administrou o resultado apesar de tomar sustos logo no inicio do jogo. A Universidad marcou dois gols logo nos 15 primeiros minutos, mas a vantagem são-paulina era grande demais para ser superada. e o tricolor conquistou a América pela segunda vez consecutiva. No Mundial, o São Paulo repetiu a dose do ano anterior e venceu o Milan-ITA por 3 a 2.

FICHA TÉCNICA

Universidad Católica-CHI 2 x 0 São Paulo (2º jogo da final – Libertadores 1993)

Estádio: Estádio Nacional de Santiago, no Chile
Público: 45.000 pessoas
Árbitro: Juan Francisco Escobar (Paraguai)

Universidad Católica: Wirth, Romero, Vasquez, Barrera e Contreras (Cardoso); Parraguez, Lepe (capitão) e Lunari; Tupper (Reinoso), Almada e Perez. Técnico: Ignácio Prieto.

São Paulo: Zetti; Vítor (Toninho Cerezo), Válber, Gilmar e Marcos Adriano; Pintado, Dinho, Cafu e Raí (capitão); Palhinha e Müller. Técnico: Telê Santana.

Gols: Lunari (9’/1ºT); Almada (pênalti, aos 15’/1ºT).

Natanael Oliveira, especial para a FPF

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