ESPECIAL COPA AMÉRICA: Marcado pelo Covid-19, Brasil é sede mais uma vez e vê Argentina sendo campeã após 28 anos

Por conta disso, esse foi o primeiro grande título da geração de Lionel Messi, que havia conquistado apenas um Ouro nas Olimpíadas

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Messi foi o grande nome da Copa América

Campinas, SP, 31 (AFI) – Repleto de polêmicas antes do seu início devido a pandemia de Covid-19, a 47ª edição da Copa América, que estava inicialmente marcada para 2020, foi adiada e aconteceu apenas entre maio e junho de 2021. E, também bem longe de onde estava inicialmente previsto. Afinal, o torneio que iria acontecer em sede dupla com jogos na Argentina e Colômbia veio parar no Brasil, que já tinha sido sede do torneio em 2019.

Por isso, para você internauta relembrar e ficar por dentro de tudo o que aconteceu, o Portal Futebol Interior preparou um especial com os principais destaques da competição. Explicando desde as polêmicas iniciais, a troca de sede, os craques dentro de campo e muito mais.

PANDEMIA E TROCA DE SEDE
Há dois anos todo o planeta Terra foi impactado com a pandemia do novo coronavírus, COVID-19, o que também afetou em cheio o futebol sul-americano, mexendo em todo calendário, cancelando competições, paralisando outras. Em meados de junho e julho de 2020, quando a Copa América estava inicialmente marcada, o continente vivia um de seus piores momentos, com milhares de pessoas morrendo e por isso, a CONMEBOL decidiu adiar o torneio para 2021.

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O torneio contou com o encontro de Neymar e Messi na grande final

Porém, quando estava chegando perto da data, começaram as desistências dos países sedes. Em maio, também por conta de diversos protestos contra o presidente colombiano Iván Duque Márquez, a Colômbia abriu mão de sediar a competição. Dez dias depois, foi a vez da Argentina, renunciando ao evento por conta de uma quarentena mais rígida instalada no país.

Após alguns dias de indefinição e até ser cogitado a possibilidade da Copa América ser disputada no Estados Unidos, o Brasil foi confirmado pela Conmebol para ser o país sede. Contrariando boa parte da sociedade que era contra a competição no país devido as muitas mortes que estavam acontecendo naquele momento decorrente ao Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro tomou frente e aceitou o pedido, gerando diversas críticas, mas alegando que como o país tinha sediado a última edição, tinha a infraestrutura pronta para o evento.

A partir dali houve muitas polêmicas, com estados e cidades se negando a receber a competição e até mesmo os jogadores da seleção brasileira ameaçando não entrar em campo, mas mesmo assim, em 13 de junho a bola rolou. Sem cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, o torneio teve Brasília, Goiânia, Cuiabá e Rio de Janeiro como cidades sedes. O Maracanã, principal estádio do país, recebeu apenas a final e todos os jogos foram disputados com portões fechados.

BOLA ROLANDO
Em campo, a Copa América 2021 contou com dez seleções, divididas em dois grupos de cinco, onde os quatro primeiros melhores colocados de cada chave avançaram para às quartas de final. No Grupo A deu o óbvio, com Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile se classificando, enquanto a Bolívia sem somar pontos em quatro jogos foi eliminada.

Já no Grupo B, chave do Brasil, a disputa foi mais apertada. A seleção brasileira liderou com folga, com um retrospecto de três vitórias e um empate em quatro jogos, somando dez pontos. Na sequência, Peru, Colômbia e Equador também passaram de fase, deixando a Venezuela para trás.

No mata-mata, a disputa apertou um pouco mais, tanto que Peru e Colômbia avançaram apenas nos pênaltis, após empatarem com Paraguai e Colômbia, respectivamente, no tempo regulamentar. O Brasil fez um jogo apertado diante do Chile no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, mas com gol de Lucas Paquetá, foi para as semifinais. A Argentina, por sua vez, foi a única que não teve trabalho e em Goiânia, fez logo 3 a 0 no Equador.

Nas semifinais, a Seleção Brasileira reencontrou o Peru – adversário da final da última Copa América também disputada no Brasil em 2019 e diferente do torneio anterior que venceu o rival duas vezes por 5 a 0 e depois por 3 a 1 na decisão – não teve vida fácil e depois de fazer um bom primeiro tempo, conseguiu ir a final com uma vitória magra por 1 a 0, mas uma vez com gol de Paquetá.

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Messi foi para o braço dos companheiros após o apito final

Do outro lado da chave, Argentina e Colômbia fizeram um jogo bastante equilibrado e empataram por 1 a 1 no tempo regulamentar. Já nos pênaltis, os argentinos levaram a melhor com direito a três defesas de pênaltis do goleiro Emiliano Martínez, vencendo por 3 a 2 e para finalmente reencontrar o Brasil em uma final.

Já a Colômbia, posteriormente venceu a disputa de terceiro lugar em cima do Peru, por 3 a 2, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Um dia depois, foi disputada a grande decisão no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, onde Neymar e Messi, principais sul-americanos atuais, se encontraram desta vez em lado aposto, já que durante anos jogaram juntos no Barcelona e agora estão juntos no PSG.

Na grande decisão quem esperava um grande espetáculo se decepcionou. Sem grandes magias e uma forte marcação, o duelo foi bastante trucado e a Argentina chegou ao título com um gol de Di Maria, ainda no primeiro tempo.

Com isso, além de destronar a Seleção Brasileira que buscava mais o segundo título seguido e o décimo da história da Copa América, os ‘hermanos’ acabaram com um jejum de 28 anos sem levantar um troféu – sendo o primeiro dessa geração de Messi e companhia – e de quebra ainda empatou em número de títulos com o Uruguai, agora ambos com 15, liderando o ranking.

Depois do apito final, Messi comemorou demais o feito, até o momento foi sua grande conquista como capitão da seleção argentina e talvez a única. O camisa 10 ainda terá a chance de conquistar a Copa do Mundo em 2022 no Catar, mas não terá vida fácil para isso. Já a Copa América em 2023, talvez com um formato diferente, só o tempo dirá.

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