Diretoria do Tricolor ameniza declaração forte de lateral

São Paulo, SP, 08 (AFI) – Quem disse que no São Paulo não há crise? Depois do caso Mineiro – o volante fez o Tricolor esperar, mas acabou por acertar com o Hetha Berlim, da Alemanha e deixou um mal estar no Morumbi -, agora é a vez do caso Júnior.

O lateral-esquerdo reclamou de estar na reserva. Júnior esquentou banco na vitória sobre o São Bento por 3 a 0, no Estádio do Morumbi, pela sétima rodada do Paulistão.

“Fiz por merecer, estive na Seleção e conquistei o lugar aqui durante dois anos. Nos três primeiros jogos foi bem e elogiado. Mas agora estou no banco. Esqueceram rápido do que eu fiz”, disse Junior a Rádio Globo.

Com a crise bem na semana do clássico contra o Corinthians, domingo pelo Paulistão, a diretoria sãopaulina fez questão de colocar panos quentes nas declarações apimentadas do jogador.

“Todo grande jogador não gosta de ficar na reserva e ele é reconhecidamente um atleta vitorioso. Essa atitude do Junior é louvável por um ponto de vista, mas essa insatisfação precisa ser tratada de maneira interna. A manifestação tem um tom positivo, de alguém que não se acomoda”, disse ao UOL, Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente de futebol do São Paulo.

Mas a preocupação do dirigente não era necessária. O lateral se mostrou arrependido logo após a vitória de 3 a 0 sobre o Bentão e deu uma declaração mais amena.

“Ninguém gosta de ficar no banco de reservas, mas é o professor Muricy Ramalho que escala. E eu respeito a opinião dele”.