Crônica Diego Viñas: Quase mil de genial simplicidade

romario 0011 130Rio de Janeiro, RJ, 19 (AFI) – Quando ele pega na bola, a torcida levanta! Uns já gritam gol! Os adversários já começam a xingar! Mas os seus próximos dois gols (marcou 998 neste último fim de semana) não devem ser assim. Todos devem comemorar. Pelo menos deveriam.

A consagração dos 1000 gols deve acontecer contra o Flamengo, um dos clubes em que atuou. Como um bom carioca – que não sou – eu também cantaria “Eô eô, esse cara é um terror”. E esses gols são resultado de uma conta própria. Mas quem duvida da matemática de um gênio? Quem se importa se não fosse? Por tudo o que esse pequeno grande centroavante fez pelo Brasil, fazer o milésimo é um prêmio mais que merecido.

Retirei este título de uma nota no site Terra, dia 13 de março. “Alex Dias diz que está torcendo para Romário”. Agora eu pergunto: e quem não está? Se você é um que não gosta dele, eu entendo. Quer dizer, não entendo não. Um legítimo goleador que não faz firula. É objetivo e simples. Bola no pé é igual bola na rede para o “Baixinho” de 41 anos.

No dia 26 de dezembro de 2006, estive na Vila Belmiro, em Santos, com ele em campo ao lado de craques como Marcelinho Carioca, Elano, Rodinho, Diego, Falcão, do futsal. Isso mesmo. Uma partida festiva entre Amigos do Carlos Alberto e Amigos do Robinho. Na arena sagrada do Rei Pelé, vi o maior jogador em atividade no Brasil no gramado, marcando gols.

E é este outro motivo importante da minha admiração pelo “Peixe”, o jogador, não o Santos. Atuar no Brasil. Marcou mais gols aqui e não sumiu como tantos outros ídolos fizeram. E melhor, é aqui, em terra brazuca, que ele vai marcar seu milésimo gol, assim como fez Pelé, no Maracanã, em 1969. O personagem deste texto tinha apenas 3 anos.

Feliz aquele que estará no estádio neste momento histórico do futebol brasileiro. Salve o bom boleiro. Terminar um texto com rima, não considero necessário. Nem tampouco dizer o nome de… esse jogador lendário.