Fórum da Unicamp discute raízes da violência no futebol
O termo minimização é bastante utilizado por Heloísa Reis, professora da FEF e coordenadora do grupo de estudos e Pesquisa de Futebol (GEF), que foi a segunda palestrante do evento. Heloísa faz um contraponto àqueles que acreditam que a violência pode desaparecer dos estádios brasileiros.
Campinas, SP, 19 (AFI) – A Faculdade de Educação Física da Unicamp realizou na quinta-feira, no auditório dois do Centro de Convenções da faculdade, o Fórum Sobre a Violência no Futebol. Participaram do evento especialistas no assunto, que entre outros objetivos, apresentaram projetos para a minimização dos problemas de segurança no futebol.
“Eu gosto muito do termo minimização porque acho que não é possível acabar com a violência no futebol. É possível diminuir os índices de acontecimentos com algumas providências”, disse a pesquisadora.Na parte da manhã o convidado foi Maurício Murad, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. “A violência no futebol carioca” abriu discussão sobre possíveis medidas para a contenção do problema, que afasta torcedores comuns dos palcos futebolísticos.
Para Heloísa Reis, há três tipos de torcedores. Os torcedores, os uniformizados e os organizados, estes últimos os principais responsáveis por confusões dentro e fora dos estádios.”As torcidas organizadas são agrupamentos sociais de jovens que, independente da classe social, vão ao estádio e soltam suas emoções para desabafar os problemas do cotidiano, como educação, saúde e transporte”, explicou Heloísa, que acredita que estes problemas fazem parte de um fator “macro” gerador de violência no âmbito do futebol.
Se não é possível acabar com os problemas “macro” da violência no esporte, é cabível, por outro lado, um esforço conjunto dos envolvidos para diminuir alguns fatores “micro” geradores da violência.”Os fatores “micro” são as condições do estádio, como a falta de assentos e condições de higiene inadequada, os portões de acesso, a falta de bares e a desorganização dos idealizadores do espetáculo, que não organizam um evento com fiscalização rigorosa dos locais”, concluiu Heloísa.
O último a falar no Fórum foi Theodomiro Dias Neto, que falou ao auditório um tema mais amplo, “A Violência Urbana e os Novos Modelos de Prevenção”. Docente da Escola de Direito da FGV, Dias também apoiou as medidas que podem ser tomadas para minimizar os problemas da violência no Brasil, e não acabar, como alguns membros conservadores do governo defendem a idéia.





































































































































