Seleção da Rodada da A-2 é dos heróis dos acessos. Veja!
Campinas, SP, 30 (AFI) – Os quatro times que conquistaram o acesso à elite do futebol paulista em 2008 foram conhecidos neste domingo. Portuguesa e Guarani, no Grupo 2, e Rio Preto e Mirassol, no Grupo 3, estão na Série A-1. Os jogos foram de muita emoção na sexta e última rodada da fase semifinal do Campeonato Paulista da Série A-2.
Em Campinas, o Guarani protagonizou cenas há tempos não vista na cidade. Com garra e contando com a sorte, já que os dois da vitória diante do São José, por 2 a 1, saíram de desvios dos adversários, o Bugre voltou à elite, lugar que deixou no último ano. Diversos foram os heróis da conquista, mas sem dúvida o técnico José Luiz Carbone (foto) foi o principal responsável pelo ressurgimento do time campineiro na competição.
Já a Lusa cumpriu o prometido e com muita aplicação bateu o Bandeirante, por 1 a 0, no Canindé e agora vai disputar a final da temporada com o Rio Preto. O gol da vitória foi marcado por aquele que o técnico Vágner Benazzi considera o ponto de equilíbrio da equipe: o meia Preto.
O Rio Preto não mostrou o futebol que o levou a confirmar o acesso com uma rodada de antecedência, mas também merece os parabéns. Ajudou, empatando com o Mirassol, por 0 a 0, dentro de casa, o rival a subir.
No jogo em que dois times morreram abraçados, o Botafogo mostrou que se tivesse acordado antes na fase semifinal poderia ter dado mais trabalho. Em Araras, bateu o União São João, por 3 a 2, em uma partida emocionante. E como cobriu a Série A-2 como ninguém, o Futebol Interior premia os vencedores com a última Seleção da Rodada da competição.
Ao longo das 25 rodadas do torneio, juntando primeira e segunda fase, diversos destaques passaram por aqui, mas só os mais fortes e regulares chegaram até o fim. E são esses que o internauta conhece abaixo.
Veja as feras da rodada decisiva:
Goleiro: Buzetto (Guarani): É o símbolo da garra do time do Guarani. Além de jogar com alma, é seguro e salvou o Bugre em diversas partidas ao longo da competição. Teve uma relação muito forte com a torcida e vice-versa.
Lateral-direito: Wilton Goiano (Portuguesa): Quando a Portuguesa mais precisava, Wilton estava lá, apoiando, marcando, fazendo gols, tomando cartões, mas sempre com um único objetivo: ajudar a Lusa a subir.
Zagueiro: Danilo Silva (Guarani): Grande revelação da zaga bugrina. Seguro como poucos, o xerife sabe o momento de subir ao ataque, e quando faz isso causa um rebuliço no sistema defensivo do adversário. Fez isso contra o São José e quase abriu o placar.
Zagueiro: Zeilton (Mirassol): Foi, ao longo de toda a competição, o melhor zagueiro do Mirassol. Sempre regular, passava segurança não somente ao goleiro Renê, como à torcida do Leão da Alta-Araraquarense.
Lateral-esquerdo: Leonardo (Portuguesa): Leonardo de fora, problema para Benazzi escalar a Portuguesa. Mostrando muita vontade, técnica e forte senso de grupo, o lateral se tornou peça indispensável para a conquista rubro-verde.
Volante: Macaé (Guarani): Simplesmente um leão no meio-campo bugrino. Dele nada passa. Além de tudo, foi o artilheiro da equipe no torneio, com cinco gols, todos de pênalti, mostrando mais essa qualidade.
Volante: Marcos Paulo (Portuguesa): Experiente, Marcos Paulo foi o símbolo da Portuguesa: regular e eficiente.
Meia: Deyvid (Guarani): Um predestinado. É assim que Deyvid pode ser definido com a camisa alviverde do Guarani. Ganhou a camisa titular na reta final da segunda fase e marcou o gol do acesso. Pode ser marrento, mas define quando precisa.
Meia: Preto (Portuguesa): Como o próprio técnico da Lusa, Benazzi, afirmou: o time foi montado em cima de Preto, que no final do último ano recebeu diversas propostas para deixar o Canindé. Habilidoso e com grande visão de jogo, o meia é um dos poucos camisas 10 tradicionais que existe no futebol brasileiro atualmente.
Atacante: Lê (Guarani): Habilidoso e criativo, Lê foi titular absoluto sob o comando de Carbone. Criou diversas chances para os companheiros e ainda terminou a A-2 com três gols marcados. No primeiro tempo contra o São José, deu toque de calcanhar e deixou Danilo Silva na cara do gol.
Atacante: Wesley (Rio Preto): Apesar de não mostrar todo o futebol que sabe, Wesley foi o único que mostrou querer alguma coisa na partida entre Rio Preto e Mirassol. Arriscou diversos chutes, mas sua grande importância foi nas rodadas iniciais da segunda fase, quando marcou três gols em dois jogos.
Técnico: José Luiz Carbone (Guarani): Ao final do jogo e com a confirmação do acesso, Carbone chorou, desabafou e foi a pessoa mais emocionada no Brinco de Ouro. Nada mais do que merecido para o maior responsável pela conquista bugrina. Pegou o Guarani na zona do rebaixamento e o recolocou na elite paulista. Carbone mostrou experiência e que conhece, como poucos, os bastidores do alviverde de Campinas.
Colaboração:
Heitor Esmeriz, Rivail Oliveira, Oscar Silva, Ederaldo Poy, Caio Vinicius.





































































































































