Versões distintas de Olímpia e AFE. Súmula e TV esclarecem

Araraquara, SP, 30 (AFI) – A vitória da Ferroviária por 3 a 2 sobre o Olímpia, no último sábado, pela primeira partida do quadrangular final da Série A-3, ainda é motivo de acusações por partes de dirigentes de Olímpia e de Araraquara.Com os ânimos alterados após o término do jogo, jogadores e funcionários do Olímpia partiram para cima da torcida da Ferroviária com rodos e barras de ferro, de acordo com imagens da Rede Vida de Televisão, que transmitiu o jogo.

Mas para Reginaldo Breda, presidente do Olímpia, não foi o Olímpia que começou a confusão. “O goleiro deles (Tuti) agrediu nosso atacante e começou a confusão”, contou Breda.As acusações do presidente não são confirmadas pelas imagens da TV nem pela a súmula do árbitro Marcelo Krochmalnik, que foi divulgada esta segunda-feira no site da FPF e aponta outros fatos.

”Após o término da partida foi informado pelo assistente número dois que o jogador número nove, Manoel Sérgio Bispo, do Olímpia, desferiu um pontapé em seu adversário número um, Carlos Augusto Francisco (Tuti), atingindo a região genital”, informou o árbitro.A confusão entre jogadores não acabou quando o time da Ferroviária desceu para o vestiário. “Os jogadores e integrantes da comissão técnica deles (Olímpia) agrediram a torcida da AFE, que ficou acuada em um pequeno espaço lateral do Teresa Breda”, contou Otávio Figueiredo, diretor de marketing do time de Araraquara.

Para Breda, a história foi diferente e a atitude da torcida da Ferroviária foi inaceitável. “Os torcedores de Araraquara foram em busca de confusão e tentaram inclusive invadir os vestiários no estádio, derrubando o portão de acesso que estava devidamente trancado com cadeado”, reclamou o dirigente Celeste.Segundo imagens da Rede Vida, no entanto, a história foi outra. Jogadores e integrantes da comissão técnica do Olímpia pressionaram a torcida grená contra um pequeno portão que dava acesso ao campo.

”Aquele portão não estava trancado e alguns jogadores que não estavam relacionados passavam por ali e ficavam nos provocando. Como o portão abria para o nosso lado, se a gente quisesse invadir o gramado e o vestiário a gente teria feito. Só seguramos o portão para não deixar eles invadirem para que ninguém se machucasse”, contestou Renan Costa, diretor da torcida Coração Grená, de Araraquara.A tentativa de conter os olimpiense mais exaltados não foi suficiente para evitar a feridos. “Eu fui até ele (Breda) e pedi água para limparmos o sangue na cabeça de um torcedor da Ferroviária, que tinha levado uma pedrada e precisávamos ver a profundidade do corte”, disse o diretor de Araraquara.

Se comissão técnica e jogadores do Olímpia não agiram de forma pacífica, a torcida Mancha Azul, do Olímpia, demonstrou como deve ser o relacionamento entre torcedores de agremiações rivais.”A torcida Mancha Azul não teve nada a ver com isso, Eles são nossos amigos e ficaram com a gente no hospital até às 11h30 para esperar os nossos torcedores feridos saírem para irmos embora”, elogiou Renan, que confirmou o bom relacionamento entre Coração Grená e Mancha Azul.