Promessa de forte equilíbrio na Série B. Veja apresentação!

Jose 0004 130Campinas, SP, 11 (AFI) – A edição do Campeonato Brasileiro da Série B de 2007 promete ser a mais equilibrada dos últimos anos. Dos 20 clubes participantes, a grande maioria é paulista – oito no total. E segundo a expectativa da direção do Futebol Brasil Associados (FBA), entidade que organiza a competição, metade dos participantes está em condições iguais para buscar as quatro vagas de acesso à elite na próxima temporada. A competição começa dia 11, sexta-feira, e termina dia 25 de novembro.

”Acredito que 10 clubes vão brigar para subir e outros 10 para não cair”, diz o pernambucano José Neves, presidente da FBA há dois anos, período em que a competição é disputada por pontos corridos. O formato é o mesmo, com turno e returno (38 rodadas). Os quatro melhores sobem para a Série A e os últimos quatro últimos serão rebaixados para a Série C. Já está previsto em regulamento que este sobe e desce vai mudar em 2008, quando vão subir apenas dois times e vão descer outros dois, o que vai dificultar o acesso.

A ausência de clubes de ponta do futebol brasileiro também conta a favor do equilíbrio técnico. Ano passado, o Atlético Mineiro confirmou o favoritismo e sagrou-se campeão. Em 2003, Palmeiras e Botafogo foram atrações, disputaram o título e também voltaram à Série A.

“Vamos perder um pouco na parte de marketing com a ausência de grandes clubes, mas vamos ganhar uma motivação extra com o equilíbrio dos times. Esta relação de forças vai motivar o campeonato até sua última rodada e não acredito em perda financeira”, espera José Neves.

Esforço de todos
Mas os clubes vão ter que se virar, praticamente, com seus próprios recursos. Ao contrário da elite, a Série B oferece poucas condições financeiras aos seus participantes. Em média cada time vai receber apenas R$ 350 mil durante toda a temporada, ou seja, em R$ 50 mil por mês. A maior parte deste dinheiro vem da transmissão da televisão. A FBA garante aos times as despesas com viagem, hospedagens e translados.

O custo com taxa de arbitragem e exame antidoping está sendo repassado para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas o seu presidente, Ricardo Teixeira, ainda não assumiu esta despesa estimada em R$ 1,5 milhão.

“Para os clubes isso é muito, mas para a CBF é pouco”, diz Neves, confiando numa ajuda da entidade. Há duas semanas, quando foi realizada Assembléia Geral, no Rio de Janeiro, os clubes prometeram boicotar estas taxas. Existe ainda a esperança de que a FBA aumente suas receitas de R$ 25 para R$ 30 milhões, principalmente com a venda de publicidade estática nos estádios. “Temos força porque estamos mexendo com clubes tradicionais em 11 Estados e 17 cidades”, alardeia Neves.

Os participantes
Dos oito representantes de São Paulo, dois caíram da Série A: Ponte Preta e São Caetano. Outro subiu da Série C, o Barueri, enquanto cinco são remanescentes: Portuguesa, Santo André, Paulista, Ituano e Marília. O Guarani deixou de fazer parte desse grupo ao ser rebaixado para a Série C. O novato Barueri, o Ituano, com nova administração, e o Santo André, ainda sentindo os efeitos do rebaixamento para a Série A-2 paulista, entram na competição para evitar a queda. Os outros cinco sonham com o acesso.

Três Estados terão dois representantes: Ceará (Fortaleza, que caiu, e Ceará), Santa Catarina (Avaí e Criciúma, que subiu da Série C) e Distrito Federal (Gama e Brasiliense). Seis Estados terão um time cada: Pernambuco (o rebaixado Santa Cruz), Bahia (Vitória, que subiu da Série C), Minas Gerais (Ipatinga, vindo da Série C), Paraná (Coritiba), Alagoas (CRB) e Pará (Remo).