CBF vira as costas para clubes e não paga taxas de árbitros
Rio de Janeiro, RJ, 24 (AFI) – Agora é oficial: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deixou na mãos os clubes que participam do Campeonato Brasileiro da Série B. Através de ofício enviado à Futebol Brasil Associados (FBA), o presidente Ricardo Teixeira alegou que a entidade maior do futebol brasileiro não dispõe de verba para assumir estas despesas.
Resignado, o presidente da FBA, José Neves Filho (foto), lamentou o ocorrido, após enviar quatro ofícios à CBF, além de um contato pessoal. Neves quer evitar o confronto, mas promete continuar a luta pelos clubes filiados à FBA.
“É um direito dele, então eu respeito. Mas simplesmente não convence. Vou continuar a luta, sem esmorecer. Mas não vou pelo confronto ou mesmo na Justiça. Só espero que o presidente se sensibilize com a situação dos clubes, que têm um ônus muito grande com arbitragens e exames antidoping”, afirmou ao repórter Leonardo Baran, atento em todas as movimentações no Rio de Janeiro.
O que o presidente José Neves fala pode ser comprovado em números. Cada clube da Série B recebe por toda a temporada, atualmente, R$ 350 mil dos direitos de televisão e terão que arcar com R$ 190 mil com arbitragem e antidoping. A FBA garante aos clubes verba para hospedagem, translado e alimentação.
Cobertura para os clubes
José Neves ratificou sua disposição de defender os clubes que boicotaram os pagamentos seguindo orientação da FBA. Na verdade, a decisão tinha sido tomada em Assembléia Geral realizada no final de abril, no Rio de Janeiro.
”Sabemos que alguns clubes foram firmes, como a Ponte Preta, o Paulista, que pagou uma taxa e não pagou outra, enfim, vamos assumir o ônus disso. Mas, em princípio, não acredito em nenhuma punição pesada para eles”, confirmou Neves.





































































































































