No São Paulo, Muricy retruca e supervisor critica juiz

São Paulo, SP, 27 (AFI) – O empate do São Paulo no clássico com o Palmeiras deixou ainda uma dúvida sobre o rendimento do time do Morumbi neste início do Campeonato Brasileiro. O técnico Muricy Ramalho não vê motivo para desespero, enquanto o supervisor de futebol, Marco Aurélio Cunha, reclamou muito da arbitragem, alegando ter o tricolor a seu favor, pelo menos, “um pênalti”.

“Nós sofremos uma forte marcação, então méritos para o adversário”, afirmou o técnico são-paulino, que ainda espera uma melhora de seu meio-campo e ataque. Ele não gostou quando perguntado sobre a pressão que estaria havendo dentro do clube. “Aqui ninguém faz pressão, mas existe uma cobrança natural pelos resultados positivos. Sou um técnico preparado e sei o que fazer”, explicou com sua falta de paciência costumeira.

Previsão de melhora
Muricy acredita que o seu time vai evoluir e que muitos adversários vão começar a perder jogadores importantes, com negociações para o exterior, como aconteceu em anos passados.

Marco Aurélio Cunha mirou sua fúria para o árbitro Sálvio Spindola Fagundes Filho: “A arbitragem foi péssima, péssima…”. Ele reclamou muito de um suposto pênalti sofrido por Dagoberto, derrubado por Martinez. O São Paulo volta a campo, no próximo domingo, contra o Paraná, em Curitiba, pela quarta rodada.

Juiz se defende
Com serenidade, o juiz disse ao final do jogo que não se importava com as críticas do São Paulo.

“Eu sigo as 17 regras e faz as interpretações próprias para cada jogo. Respeito a opinião de cada um, de jogadores, de profissionais de imprensa, mas tenho que siguir as orientações da comissão de arbitragem”, disse Sálvio.

Sobre o lance do pênalti, o juiz explicou.

“Eu estava bem posicionado. Os dois jogadors se trombam no ar e achei um lance normal. Aconteceram jogadas similares no meio campo e mantive o mesmo critério”, finalizou.