Após uma semana, volante da Ferrinha é solto e fala ao FI
Araraquara, SP, 31 (AFI) – O volante da Ferroviária, Vágner (foto), foi soltou no fim da tarde desta quinta-feira da prisão de Matão, após ficar uma semana detido acusado de latrocínio (roubo seguido de morte). O advogado Mário Joel Malara trabalhou toda a semana no caso e conseguiu a expedição do alvará de soltura da juíza Josiane Pavelski Borges Fonseca.
Vágner foi acusado de roubar um trator na cidade de Brasilândia do Sul, no Estado do Paraná, no ano de 2003, junto com mais quatro pessoas. Na ação uma pessoa foi morta, o que caracterizou crime de latrocínio.
“Me prenderam sem prova. Uma pessoa anônima ligou lá e me acusou. Como é possível a Justiça pedir a prisão de alguém por um telefonema? O importante é que minha consciência está limpa. Não fiz nada”, contou Vágner ao Futebol Interior.
O volante se diz inocente e que ficou surpreso quando recebeu um telefonema da polícia de Araraquara pedindo para ele comparecer à delegacia. “Me ligaram na quinta (24/05) e pediram para eu comparecer na delegacia que queriam conversar comigo. Eu peguei e fui sozinho. Chegando lá me deram voz de prisão”, explicou Vágner.
Vágner terá que ir ao Paraná participar de audiências futuras sobre o esclarecimento do crime. Mesmo assim ele vai continuar na Ferroviária e deve se apresentar com o restante do elenco no próximo dia 12.
“O Vágner tem o total apoio da Ferroviária. Vamos fazer de tudo para ele ficar e demonstrar o bom futebol que nos ajudou nas últimas temporadas”, explicou Otávio Figueiredo, diretor do time de Araraquara.
Vágner é de Cafezal do Sul, no Paraná, mas vive em Araraquara há mais de um ano com sua família. O jogador ficou bastante aliviado em liberdade e espera esclarecer tudo perante à Justiça.
“Agora estou tranqüilo. Estou com minha família em Araraquara e quero passar um bom tempo junto com eles”, desabafou o volante.
Vágner fez questão de agradecer a todos que o apoiaram nesta semana que ficou preso. Ele recebeu cartas de torcedores da Ferrinha e apoio de todos os jogadores. Ele destacou também a importância do advogado Malara no caso.
“Eu agradeço muito ao Malara. Uma pessoa fantástica e sem ele eu estaria preso ainda. Meus companheiros e a torcida da Ferroviária também me deram força para superar este momento”, agradeceu.
Guerreiro
Vágner é a uma peça fundamental no esquema tático do técnico Edson Só. Tem estilo de marcador chato, que não desgruda dos meias e corre o jogo todo. Não é à toa que é o capitão da equipe.
Vágner entrou para a história do clube ao levantar a taça do título da Copa Federação Paulista de Futebol (FPF) no último ano, tal conquista que deu ao time do interior a vaga na Copa do Brasil, quando foi eliminado pelo Juventude-RS.
Relembre a denúncia
O processo 20/2005 aponta que o jogador acompanhado de mais quatro pessoas invadiu armados uma fazenda para roubar um trator. O proprietário e seu filho estavam no local e foram mantidos reféns. Durante a fuga dos acusados, os dois reagiram. O pai morreu e o filho foi baleado. Sendo ele a testemunha principal contra o jogador. A polícia da região procurou o volante por alguns meses, mas, sem encontrá-lo, pediu à Promotoria a prisão na Justiça.
Caso semelhante…
Um caso parecido aconteceu com o ex-jogador do Corinthians, o lateral-esquerdo César, que quando estava nas categorias de base do Juventus participou de um roubo de camisas na concentração, depois de três anos, quando jogava como profissional no União Barbarense foi preso e ficou na cadeia por dois meses.





































































































































