Marília paga por erro da FPF e perde seis pontos na Série B
Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – O Marília utilizou todos os argumentos possíveis, mas não conseguiu eliminar a decisão da terceira Comissão Disciplinar do STJD, que, em junho, condenou o MAC à perda de seis pontos por escalar de forma irregular o zagueiro Leandro Camilo na partida contra o Avaí, pela terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Em julgamento realizado na tarde desta quarta-feira, no Pleno Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Marília perdeu por 6 votos a 2. A maioria dos auditores baseou sua decisão na jurisprudência. Eles argumentaram que o Rio Branco de Paranaguá foi eliminado da Copa do Brasil deste ano por escalar um jogador sem inscrição no Boletim Informativo Diário (BID), e, como o MAC foi condenado pela mesma infração, não era correto devolver os pontos ao time paulista.
“Eles se pegaram no caso do Rio Branco de Paranaguá. Foi a mesma coisa, só que lá a Federação não teve culpa. O engraçado é que também foi em jogo contra o Avaí”, explicou João Vicente Gazola, competente advogado que defendeu o MAC no Tribunal carioca.
Os auditores que votaram a favor do MAC foram Rubens Acrobato Machado e Francisco Munish, que criticaram a postura da Federação Paulista de Futebol (FPF) por ser a principal responsável pela não inscrição de Leandro Camilo no BID. Os auditores entenderam o argumento do advogado Alex Altimari, que acusou a FPF no primeiro julgamento de junho.
“A documentação do Leandro foi enviada junto com a do Henrique Ortiz e do Rogério Corrêa. Os dois estavam inscritos no BID e o Leandro não. Por quê? É que a Federação estava com muito trabalho e errou neste ponto. Eles até já assumiram”, esbravejou Altimari.
A ‘moral da história’ para ele é que a Federação não teve coragem de assumir a responsabilidade para não levar a culpa e abrir um precedente perigoso para ela. Se O MAC fosse absolvido e a FPF considerada culpada perante o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), muitos clubes e federações de outros Estados podem usar o caso como jurisprudência.
“Um Inquérito já foi aberto para apurar quem errou lá na Federação. Isso precisa ficar abem claro para acabarmos com esta legislação que prejudica muitos clubes”, desabafou o advogado.
Presidente na bronca!
A documentação de Leandro Camilo foi entregue de forma correta pelo clube à FPF, que tinha a obrigação de encaminhar à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas isto não foi feito, deixando o nome do jogador fora do BID.
“O Marília é filiado à FPF e sua relação burocrática é com esta entidade. Não poderíamos ter encaminhado diretamente a documentação de nenhum atleta à CBF, até porque, se houvesse esta possibilidade, não teria havido esta falha e nada deste procedimento estaria ocorrendo. A culpa é só da Federação Paulista de Futebol”, finaliza Beto Mayo, presidente do MAC.





































































































































