Brasil 1 x 0 Equador - A Seleção de um homem só

Puerto La Cruz, Venezuela, 04 (AFI) – É a música de uma nota só. A estrela solitária, a única cereja do bolo, a mosca da sopa… O Brasil mais uma vez dependeu do futebol de Robinho para vencer o Equador por 1 a 0, nesta quarta-feira à noite, pela última rodada da fase de classificação da Copa América.

A vitória deu o segundo lugar do Grupo B para o Brasil, que agora enfrenta o Chile, sábado, às 21h45, pelas quartas-de-final da competição. Já o Equador, sai eliminado sem somar um único ponto.
Em uma Seleção totalmente medíocre e sem sal, Robinho salvou novamente. Ele sofreu e cobrou o pênalti que gerou o gol solitário do fraco jogo. O esquema de Dunga, com quatro cabeças de área, mostrou-se vulnerável, tanto no ataque, quanto na defesa.

Para completar a mediocridade do Brasil, o time terminou com três zagueiros e três volantes em campo, demonstrando a falta de objetividade ofensiva da Era Dunga.

Fraco, fraco
Com quatro cabeças de área abrilhantando o meio-campo brasileiro, a falta de comunicação da zaga com o ataque foi evidente desde o primeiro minuto de jogo. O Brasil dependia de jogadas isoladas de Robinho e Júlio Baptista, que jogavam bem, ao lado de Vágner Love.
Com isso, as chances de gol foram poucas, quase raras. Aliás, o Equador era quem chegava com mais perigo. Tirando uma chance de Vágner Love, que aproveitou rebote, mas a zaga rechaçou, o Equador teve as melhores chances até o final do jogo.

Aliás, a zaga brasileira, mesmo protegida por quatro cães de guarda, jogou mal, levando bolas nas costas e não conseguindo vencer os fracos atacantes equatorianos. Doni, mais uma vez sem segurança, deu calafrios no torcedor brasileiro.

No pior dos lances, aos 36 minutos, ele saiu desesperado do gol, em um ataque do Equador, foi driblado por Borja, mas teve a sorte de o chute dele ter saído para fora.

O Brasil só teve lampejos de boas jogadas no final do primeiro tempo, sempre com o trio Robinho, Vágner e Júlio Baptista. Em chute de Love, o goleirão equatoriano defendeu. No minuto seguinte, no último lance do primeiro tempo, Júlio Baptista cabeceou, mas o goleirão defendeu novamente.

O primeiro tempo terminava em 0 a 0, com vaias dos torcedores e sonolência geral.

Robinho salva novamente
Sem mudanças na segunda etapa, o Brasil continuou produzindo um futebol pífio, sem criação e sem sal. Com isso, mais uma vez, o Brasil dependeu da estrela solitária de Robinho, artilheiro da Seleção e único jogador que salva na Era Dunga.

Aos nove minutos, Robinho pedalou para cima de Espinoza, que tentou tirar a bola do brasileiro, mas acabou cometendo pênalti. Na cobrança, Robinho colocou para o fundo das redes, marcando seu quarto gol na Copa América.

Mesmo com o placar de 1 a 0, Dunga não mudou o esquema de jogo até os 26 minutos do segundo tempo, quando Júlio Baptista saiu para a entrada de Diego.

Medíocre, o Brasil enrolou até o final do jogo, claramente satisfeito com o placar magro de 1 a 0. Ainda mais com os três zagueiros em campo, após a entrada de Alex Silva no lugar de Daniel Alves.

Ficha Técnica

Brasil 1 x 0 Equador

Local: Estádio José Anzoatégui (Puerto de la Cruz, Venezuela)
Data: 04/07/2007
Árbitro: Sergio Pezzota (Argentina)
Cartões amarelos: Daniel Alves, Josué e Diego (Brasil). Carlos Tenório e Bagüi (Equador)
Gol: Robinho, aos 10’/2T (pênalti) (Brasil)

Brasil
Doni; Daniel Alves (Alex Silva), Juan, Alex e Gilberto (Kléber); Mineiro, Gilberto Silva, Josué e Júlio Baptista (Diego); Robinho e Vágner Love
Técnico: Dunga.

Equador
Elizaga; Guagua, Bagüi e Espinozal; Reasco, Castillo, Ayovi (Caicedo), Méndez e Valencia; Benítes e Borja (Carlos Tenório).
Técnico: Luis Fernando Suárez.