Ex-goleiro do Guarani na bronca contra técnico Carbone

Campinas, SP, 5 (AFI) – O ex-goleiro Hiran, que já atuou pelo Guarani e pela Ponte Preta na década de 90, continua sendo muito polêmico. Agora como treinador de goleiros do Jaguaré, primeiro adversário do Guarani no Campeonato Brasileiro da Série C, sábado, no Espírito Santo.

“Não estou bem,não. Fiquei muito chateado pelas declarações que o Carbone (técnico do Guarani) deu na internet, menosprezando nosso time”, disse Hiran se referindo às declarações do treinador bugrino no dia anterior.

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E Hiran continuou seu discurso de provocações ao microfone da Rádio Bandeirantes de Campinas:

”A comissão técnica do Guarani está muito enganada. Tem uns cinco jogadores que falaram ai que nem estão mais aqui no clube. Futebol se ganha dentro de campo”, completou. Ele disse ainda que “todos vão se surpreender com a qualidade do seu time, principalmente por ter dois meias criativos e um time competitivo.

“Todos acham que Guarani e América vão se classificar, mas acho que vão chegar à segunda fase o Guarani e o Jaguaré”, finalizou.

Goleiro polêmico
Costuma se falar no futebol que goleiro ou é louco ou é viado. No caso, de Hiran, não há dúvida: ele está mais para ser agitado mesmo. Prova disso, foram as inúmeras confusões que ele se meteu durante sua vida e sua carreira.

Certa vez, no Morumbi, ele deixou a mate para ir ao lado da trave e urinar. Outra vez, nos vestiários, diante de uma repórter, fez questão de baixar a toalha para dar entrevistas, causando enorme constrangimento no ambiente, apesar da frieza da repórter que se manteve séria durante toda a conversa. Também chamou atenção um fato curioso: quando foi tirar sua carteira de habilitação, Hiran exagerou no acelerador e deu um “cavalo de pau”, acabando preso pelo delegado.

Em 1997, Hiran também teve seus momentos de glórias ao marcar um gol de cabeça diante do Palmeiras. Se tinha um comportamento estranho fora de campo, nas quatro linhas era um grande goleiro, de excelente condição técnica. Agora mora em Jaguaré, no Espírito Santo.

“Aqui tenho minha família e investi tudo que ganhei no futebol. Ganhou pouco, mas faço o que gosto e sou feliz”, garantiu. Ele não quis comentar nada sobre um processo antigo que move contra o Guarani. Recentemente sua advogada (Ana Lúcia) teria bloqueado R$ 100 mil da transferência do meia Deyvid para o Palmeiras.

“Não falo sobre minha vida particular. Sobre este caso, tudo está nas mãos da minha advogada”.