Empresários de jogador afastado condenam direção do Botafogo
“O Carlos Augusto Montenegro (vice de futebol) e o Bebeto de Freitas (presidente) ficam dizendo que não conseguiam falar comigo e meus sócios”, disse o empresário.
Rio de Janeiro, RJ, 9 (AFI) – Antônio Gustavo Amorim, Antônio Fernando Garrido e Antônio Tillemont, sócios da Antonius Assessoria Esportiva, empresa com sede na cidade de Salvador, que administra a carreira do meia Zé Roberto, condenaram a atitude da diretoria do Botafogo, que afastou o jogador e desde então vem fazendo críticas sistemáticas ao atleta e seus representantes.
Na opinião de Antônio Amorim, falando em nome da empresa, os dirigentes botafoguenses agem dessa forma para encobrir sua falta de habilidade na negociação para a permanência de Zé Roberto no clube, cujo contrato se encerra em dezembro deste ano.
”Mas a verdade é que desde o início do ano nós realizamos pelos menos três reuniões e eles sempre faziam promessas que não eram cumpridas, como o pagamento de um valor de luvas a que o jogador tinha direito”, revelou Amorim.“Com esse contrato, firmado dentro do período de seis meses que antecede o término do compromisso com o clube, conforme estabelece a legislação, o Zé Roberto recebeu uma boa soma em dinheiro e ainda ficou com os direitos de 30% sobre qualquer transação que a Hability realize”, afirmou o empresário.
Dessa forma, conforme Amorim, a diretoria do Botafogo se aproveitou de uma situação para dar uma espécie de troco ao jogador.
Ele acredita que a decisão de afastar Zé Roberto foi motivada pela assinatura, há alguns dias, de um pré-contrato entre o jogador e o Vila Rio, clube administrado pela Hability, empresa com sede no Rio de Janeiro e que realiza a intermediação de transferências de jogadores entre clubes brasileiros e do exterior.
“De fato, o Zé Roberto chegou atrasado ao treino, mas isso já havia acontecido outras vezes e também com outros jogadores do elenco e nunca eles (dirigentes) afastaram ninguém por causa disso”, acusou. ”O pessoal do Botafogo usou aquela situação para se livrar do atleta e ao mesmo tempo jogá-lo contra a torcida”, finalizou o representante do meia.





































































































































