Jogador da Série B é pego no antidoping e culpa médico

Jundiaí, SP, 18 (AFI) – O lateral-direito do Paulista, Ricardo Lopes, foi pego no exame anti-doping realizado na partida do dia 6 de julho, em Jundiaí, quando o Galo foi derrotado por 2 a 0 pelo Marília e culpou o médico da equipe, Dr. Carlos Damasceno, pelo caso.

O resultado do exame, que apontou a substância Isometepteno, encontrada no medicamento Neosaldina indicado para dores de cabeça, foi divulgado ontem pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

De acordo com o jogador, ele estava com gripe na semana que antecedeu a partida. Após uma injeção, porém, seu estado melhorou e ele foi relacionado para o jogo pelo então técnico do Paulista, Marcelo Veiga. No dia da partida, Ricardo Lopes sentiu dores de cabeça e o médico do clube, Dr. Carlos Damasceno, lhe receitou Neosaldina.

“Não quero crucifiar o médico, até porque ele é um profissional. Eu o ouvi e tomei o que ele me receitou. Mas nem eu nem ele sabia que o Neosaldina havia sido proibido pela CBF desde maio deste ano. Eu sou jogador de futebol e não sei nada de medicamentos. Espero não ser punido, pois não agi com maldade, apenas cumpri o que o médico do meu clube me receitou”, disse Ricardo Lopes.

O gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, confirmou que o jogador ingeriu a substância proibida. Por isso, segundo ele, o clube nem solicitou a contra-prova do exame.

“Na súmula do jogo, relatamos que o jogador havia ingerido Neosaldina. Por isso, uma contra-prova seria desnecessária, pois nós admitidos que ele tomou o medicamento. Esperamos que nem o jogador nem o clube seja punido pois em nenhum momento ninguém agiu de má fé. Ele apenas tomou um remédio para dor de cabeça”, disse Moisés.

O Dr. Carlos Damasceno e integrantes do Departamento Jurídico do Paulista foram procurados pela reportagem do JC através da assessoria da imprensa do Paulista