Presidente da FPF indignado com federações rivais

Carlos Alberto Oliveira 250Recife, PE, 05 (AFI) – O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira (foto), se mostrou indignado com a proposta das federações Paulista e Carioca, em firmar um acordo com a troca de informações, onde cada entidade irá repassar os nomes dos árbitros que estão com problemas emocionais, físicos, familiares e de dívidas. A idéia das duas federações é poder escolher os árbitros para os sorteios dos Campeonatos Brasileiros.

“Não aceito nenhuma pressão sobre a arbitragem nacional. Essa proposta das federações é imoral, representa um engessamento total na arbitragem, colocando nas mãos de alguns o direito de escolher quem pode e quem não pode apitar jogos nos torneios nacionais”, disse o dirigente pernambucano.

Para Carlos Alberto Oliveira, o papel das federações é informar à Comissão Nacional de Arbitragem como estão seus árbitros e não ficar “bisbilhotando” a vida pessoal, no claro objetivo de ter o total controle na hora da escolha da arbitragem.

“O papel maior das federações é zelar pelo árbitro, pela moralidade do futebol brasileiro. O que estão querendo fazer é totalmente inverso. A Federação Pernambucana de Futebol vai até as últimas conseqüências, inclusive acionando o Ministério Público para não permitir essa arbitrariedade”.

O presidente da FPF vai entrar em contato com o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC), que apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de lei com o objetivo de moralizar a arbitragem nacional.

“Recentemente, o deputado fez um pronunciamento forte e importante, preocupado com os últimos erros da arbitragem. Vou sugerir outras medidas para conter esses absurdos”, disse Carlos Alberto Oliveira.

Entre as ações imediatas para melhorar o nível da arbitragem estão reuniões mais freqüentes entre comissões estaduais e a comissão nacional, provas técnicas e físicas permanentes, a volta dos cursos on-line e a criação de uma escola nacional de arbitragem.

“Chegou o momento de promover o árbitro pela sua conduta moral, capacidade técnica e desempenho dentro de campo e não mais por pressão política”, finalizou Carlos Aberto Oliveira.