Amuleto está de volta ao Paulista
Jundiaí, SP, 13 (AFI) – Não faz muito tempo que o torcedor do Paulista nem sabia quem era Marcelo Toscano. Alguns achavam apenas engraçado o sobrenome e preferiam valorizar centroavantes de mais nome como Marcos Denner, Roberto Santos e até Neto Baiano. Mas, com a contusão de Roberto e o melancólico fim do ciclo de Neto, o técnico Waldemar Lemos não titubeou: assim que pôde, escalou o garoto.
E Marcelo Toscano também não titubeou; agarrou a chance e em sua primeira partida como titular, contra o Coritiba, de cara anotou dois gols.
“Esse jogo ficará marcado em minha lembrança”, recorda o atacante que seguiu como titular nos jogos seguintes. Mas contra o Brasiliense, há duas semanas, sofreu uma luxação no ombro e se viu obrigado a acompanhar as partidas contra Remo e São Caetano pela TV.
“Olha, posso dizer que não foi muito legal assistir aos jogos de fora. Dá muito nervoso, não poder fazer nada”, explicou. Mas o martírio de Marcelo Toscano já chegou ao fim. Nesta semana, ele participou de todos os treinamentos e não sentiu dores. Agora, depende do técnico Waldemar Lemos escalar ou não o jogador no sábado contra o Barueri, em Jundiaí.
“O Marcelo é um grande jogador. Será muito bom poder contar com ele novamente. Mas ainda não defini a dupla de ataque”, disse Waldemar Lemos, que apesar do aparente mistério deve manter a dupla Gilsinho e Marcos Denner contra o Barueri.
“Para mim, não terá problema ficar na reserva. O que importa é o grupo estar bem. Não quero, também, ser o salvador da pátria. Não é porque eu saí que o time perdeu”, disse o tranqüilo Marcelo Toscano que apesar de ter apenas 22 anos, já tem muitas histórias no futebol.
Há dois anos, ele tentava a sorte na quarta divisão do futebol estadual, atuando pelo Litoral. Em uma casualidade ou pura competência, o vice-presidente do Paulista, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, e o superintendente Beto Rappa, acompanharam uma partida do Litoral em que Marcelo Toscano jogou muito bem. Nem pensaram duas vezes: trouxeram o jogador para Jundiaí.
Com Vágner Mancini no comando, o atacante não teve muitas chances, já que o elenco, principalmente no ano passado, contava com jogadores defrente em boa fase como Jaílson, Rivaldo e Gláucio. Querendo jogar e adquirir experiência, Toscano foi tentar a sorte no longínquo e pouco divulgado futebol de Israel.
“Apareceu uma proposta de Israel e fui pra lá”, conta. “No começo foi difícil a adaptação. Mesmo porque eu fui sozinho. Mas depois minha esposa foi pra lá e tudo ficou mais fácil. Hoje sou um jogador bem mais completo e experiente. Essa passagem por Israel acrescentou muito para mim”, afirma Marcelo, que tem contrato até 2010 com o Paulista. A multa rescisória do jogador, apesar de não ser divulgada, especula-se que é alta.





































































































































