Em crise, Ramalhão deverá ter eleições dentro de 90 dias

Santo André, SP, 25 (AFI) – Com a renúncia de Jairo Aparecido Livolis da presidência do Santo André, na noite da última segunda-feira, já iniciam as primeiras movimentações políticas dentro do clube. Agora, comandado interinamente pelo empresário Romualdo Magro Júnior, de 40 anos, o grupo de cotistas deve anunciar novas eleições para a presidência dentro de 90 dias.

Em solidariedade a Livolis, Celso Luiz de Almeida também renunciou ao cargo de vice-presidente. Desta forma, o novo vice-presidente é Ronan Maria Pinto. O Ramalhão está em situação delicada no Campeonato Brasileiro da Série B, de 2007. Ocupa a 18ª posição, com apenas 29 pontos e está dentro da zona de rebaixamento à Série C, de 2008, ao lado de Paulista, Remo e Ituano.

Entenda o motivo da saída de Livolis
Segundo Livolis, a decisão de renunciar ao cargo de presidente já vinha sendo pensada há bastante tempo.

“É uma idéia que vinha amadurecendo na minha cabeça. Não estava me sentindo confortável na administração da empresa com a nova forma de trabalho adotada pelos cotistas. Já fiz muito nesses 15 anos no comando do clube, inauguramos uma Sede Social que hoje conta com mais de 18 mil associados e no futebol conquistamos títulos como a Copa São Paulo de Juniores, a Copa do Brasil e estamos na Série B do Campeonato Brasileiro. Senti que era o momento de sair”, resumiu sem dar mais detalhes.

“Os reais motivos para essa decisão pertencem a mim, não gostaria de deixar expostos”, disse.

A decisão foi tomada frente ao grupo de 30 cotistas que são os atuais responsáveis pelo Santo André Futebol Ltda.

“Ontem (segunda-feira) aproveitei a reunião ordinária que tínhamos, com a presença dos representantes dos 30 cotistas para entregar o cargo”, explica Livolis que no último final de semana manifestou claramente a insatisfação com os atletas após o empate por 1 a 1 contra o Barueri, em pleno estádio Bruno Daniel.

“Creio que a cobrança seja mais do que necessária para o sucesso de qualquer time de futebol. Não podia ser conivente com o que vem acontecendo. O time ganha, empata ou perde e a postura é a mesma. Cobrei porque não sentia no semblante dos jogadores a preocupação com o resultado, a determinação em virar o jogo, sentia muito conformismo com a situação”, explica.

Apesar de deixar o cargo, Livolis seguirá acompanhando de perto os trabalho do Santo André.

“Sou um dos acionistas do clube e vou me limitar a cuidar dos meus negócios. Isso foi um ponto final na minha história na presidência do Santo André”, declarou dando apoio ao novo presidente.

“Espero que o Romualdo Júnior consiga ter uma gestão inteligente e que o grupo de jogadores provem que eu estava errado nas minhas cobranças. Espero que eles consigam livrar a equipe do rebaixamento”, concluiu.

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