Opinião FI: Alberto César e o futebol feminino no País
Campinas, SP, 02 (AFI) – O articulista do Portal Futebol Interior, Alberto César Iralah, que também é diretor de esportes da Rádio Central de Campinas (AM 870), escreve em sua colunna semanal sobre o atual momento do futebol feminino no Brasil.
Para Alberto césar, a CBF precisa aproveitar o bom momento vivido pelas meninas e fazer a modalidade crescer para que no futuro existam peças de reposições das atuais vice-campeãs mundiais.
Veja o que escreve Alberto César Iralah!
O futebol brasileiro nos encantou. Claro que estou me referindo ao futebol feminino, que ficou com o vice-campeonato no Mundial da categoria realizado na China. Poucas vezes comemoramos tanto um segundo lugar como agora. Foi arte! Perdemos por contingências e enfrentamos a seleção campeã invicta e que não tomou nenhum gol na competição.
Algo inédito! As meninas do Brasil deram uma demonstração de determinação, de humildade e, sobretudo, de amor. Sem estrutura e com recursos limitados a seleção feminina fez o torcedor apaixonado pelo futebol voltar no tempo. Voltar a era em que nossos atletas suavam a camisa e jogavam pela paixão.
Hoje tudo está mudado! Li em algum site na internet que o presidente Lula pede apoio ao futebol feminino. Ele, inclusive, pode começar dando exemplo. Há muitos preconceitos ainda em relação à expansão do futebol feminino no Brasil.
Mas seria muito interessante acompanhar este crescimento. Já pensou as mulheres dividindo as atenções com os homens. Será que a imprensa seria mais recheada de mulheres? Narradoras, comentaristas, repórteres e outras funções no rádio, na tv e no jornal seriam uma porta que se abriria no mercado de trabalho para elas. Não que hoje as mulheres sejam vetadas a estas funções, mas se o futebol feminino crescer a chance para elas seria mais evidente.
E nos treinamentos e nos jogos teríamos um aumento na presença das mulheres e dos homens também. Aliás, sobre os homens, como poderíamos chamar os que ficassem sempre perto delas, como verdadeiros “tietes”. Aqueles que iriam assediar às que se sobressaíssem e que, conseqüentemente, ganhassem os mais altos salários.
Poderíamos simplesmente buscar o masculino de “Maria chuteira”, chamando-os de “Mário chuteira”? Não sei, mas acho que “Zé chuteira” pega melhor. O que na verdade não podemos é nominar por elas, afinal foram eles que escolheram maria chuteira. Torço para que o futebol feminino cresça. Pode ser que ele não alcance o sucesso do masculino, mas com certeza terá uma filosofia melhor que a do masculino, afinal mulher tem mais sentimento!
Um abraço e boa sorte!





































































































































