Opinião Bruno Mestrinelli: O Futuro do Noroeste

Bom, amigos, primeiramente é um prazer escrever novamente para um público tão refinado e antenado nos assuntos do futebol brasileiro.

Vou falar exclusivamente do Noroeste, nesta coluna, para expor algumas opiniões sobre o atual momento que vive a equipe de Bauru.

Para início de conversa, gostaria de falar sobre a parceria do clube com empresários de São Paulo, que, na minha opinião, já foi fechada.

Obtive informações, na última quinta-feira, dando conta sobre o fechamento de negócio entre Damião Garcia, presidente do Norusca e empresários, LIGADOS, ao grupo de Juan Figger, homem mais poderoso do futebol brasileiro e, quiçá, um dos mais poderosos do futebol mundial.

Bom, a notícia veio em boa hora para colocar fogo no cenário do Norusca, muito morno para o meu gosto, muito calmo, como se o clube já tivesse o seu destino traçado no futebol brasileiro. Em seguida, a diretoria negou o acerto com JUAN FIGGER.

Em notícia redigida por mim, publicada no Futebol Interior, em momento algum é dito que Juan Figger, pessoa física ou jurídica, havia fechado com o Noroeste.

A informação obtida por mim, e também pela equipe de reportagem do Futebol Interior, foi que um empresário ligado ao grupo de Juan Figger fechou parceria com o Norusca.

Figger, por si só, não faz parceria com clube algum. Ele é um empresário que, no máximo, empresta jogadores para os clubes, fechando uma porcentagem no caso da venda do atleta, que será revertida ao clube pelo qual ele atuou.

Bom, um dos indícios de que a parceria já está fechada é a calma que Damião e seu filho Fernando Garcia (também tesoureiro da equipe) tratam do assunto. Eles parecem calmos em demasia.

Só podemos ter duas interpretações dessa calmaria toda: ou eles já têm a parceria (opinião minha), ou eles já abandonaram o barco e apenas esperam o momento certo para oficializarem a saída da família Garcia do Noroeste.

Claro que posso estar errado, assim como não há verdade única na vida a não ser a fatalidade da morte…

No entanto, essa calmaria tem que ser QUEBRADA imediatamente, esteja ou não fechada a parceria.

Estamos em outubro. Guaratinguetá e Sertãozinho já começaram a montar a equipe para o ano que vem, enquanto o Noroeste não tem sequer um esboço de orçamento para 2008.

O Noroeste precisa, no máximo em uma ou duas semanas, oficializar a parceria e começar a traçar as metas para o próximo ano, seja com ajuda, seja sem ajuda. Caso contrário, o fracasso espera o Norusca em 2008.