Hospital adia parecer sobre Cátia, da seleção feminina
Botucatu, SP, 16 (AFI) – A direção médica do Hospital das Clínicas da Unesp, da cidade de Botucatu, distante 235 Km da capital, ainda não divulgou um parecer final sobre o estado de saúde da jogadora Cátia, defensora do Botucatu e da Seleção Brasileira Sub-17. A menina, que completou 16 anos no dia 12 de junho, foi vítima de um acidente de carro na segunda-feira à tarde, próximo na cidade de São Miguel. Ela sofreu fratura na sexta vértebra cervical e pode ficar paraplégica – sem andar.
“Se acontecer o pior, ela vai ficar paraplégica. Os membros superiores estão ativos, mas, infelizmente, os membros inferiores não se movimentam”, explicou o técnico do clube, Edson Castro, que se transformou no “porta-voz oficial” sobre o acidente, qualificado como de “pura fatalidade”.
Atleta é cortada da Seleção
Cátia Cristina da Silva Oliveira, natural de Cerqueira César-SP, continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), inspira cuidados, porém, não corre risco de morte. Ela já foi cortada da Seleção Brasileira, pois iria se apresentar na Granja Comary no próximo dia 22, em Teresópolis-RJ, onde treinaria com as demais atletas do grupo até o dia 07 de novembro para o Sul-Americano da categoria no Chile. Segundo o supervisor da CBF, Paulo Dutra, Cátia já foi substituída por Marina Rodrigues, do Pelotas-RS.
Renata Costa (foto), de 21 anos, volante do Botucatu e zagueira da seleção principal, e Michelle, de 22 anos, lateral-esquerda também do clube e da seleção, não sofreram nem escoriações. Renata, que dirigia o carro, está traumatizada e diz não lembrar direito como tudo ocorreu.
O acidente
Tanto Renata como Michelle (foto abaixo) viajavam nos bancos dianteiros do automóvel de marca Corsa e usando cintos de segurança. Cátia, porém, dormia no banco traseiro, mas não usava cinto e, certamente, se feriu por causa do impacto ou devido o movimento brusco do pescoço.
O acidente ocorreu por volta das 13 horas. As três iriam participar em Bauru, na região central do Estado, da Campanha Nacional por Doação de Órgãos. Na Rodovia Geraldo Pereira de Barros, o carro em que as atletas estavam iria atravessar uma cancela férrea, mas acabou batendo na traseira de um carro Fox, que brecou bruscamente.
Segundo Edson Castro, o acidente poderia ter sido provocado por uma falha da cancela, que teria levantado após a passagem do trem e, imediatamente, retornado à posição de parada. Os dois carros estavam em baixa velocidade, tanto que não sofreram grandes avarias.





































































































































