Favoritos ao acesso são unanimidades na Seleção da Série C

Campinas, SP, 29 (AFI) – Crac, ABC, Bragantino e Bahia são, nessa ordem, os grandes favoritos ao acesso para a Série B do próximo ano. E são os quatro times que dominam a Seleção Futebol Interior da quinta rodada do Octogonal Final do Campeonato Brasileiro da Série C.

Todos os mencionados no parágrafo acima venceram suas partidas neste fim de semana. No sábado, foi a vez do ABC golear o Vila Nova-GO, em Natal, por 4 a 0, com direito a show do atacante Wallyson. Depois, no domingo, as outras três equipes também fizeram sua parte.

O Bragantino suou, mas bateu o lanterna Nacional-PB, em casa, por 1 a 0, graças ao gol de Davi, o camisa 10 da Seleção FI. Em Goiânia, o goleiro Márcio parou o ataque do Atlético-GO e garantiu a vitória do Bahia, por 2 a 1.

De sensação ao time com maior chance de ascender de elite, o Crac não tomou conhecimento do Barras e fez 3 a 1, numa tarde inspirada do atacante Danilo Santos, um dos melhores jogadores de toda a competição.
Confira os 11 eleitos pela equipe do Futebol Interior:

Goleiro: Márcio (Bahia): Não teve culpa no gol do Atlético-GO. No lance, a falha foi da defensiva baiana. Fechou o gol e foi grande responsável pela importante vitória do Bahia sobre o Atlético-GO, por 2 a 1, fora de casa.

Lateral-direito: Dede (Crac-GO): Este já é figurinha carimbada, mas faz por merecer. É a grande força ofensiva do time de Catalão. Contra o Barras, era presença constante no campo defensivo dos piauienses, porém, sem esquecer da sua obrigação na marcação.

Zagueiro: Vanderlei (Bragantino): Firme na marcação, desceu varias vezes no ataque e por pouco não conseguiu acertar o gol de Ricardo.

Zagueiro: Eduardo (Bahia): Grande revelação das categorias de base do Bahia, Eduardo tem tudo para se tornar um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro. Rápido e com ótimo senso de posicionamento, ele detém todos os recursos necessários para um zagueiro.

Lateral-esquerdo: Paulinho (Bragantino): Teve, novamente, uma grande exibição pelo setor esquerdo. Firme na defensiva, ele foi rápido nas jogadas de apoio nos ataques pelo setor esquerdo, e conquistou a vaga pela regularidade nos jogos.

Volante: César Gaúcho (Bragantino): Novamente um leão dentro de campo. Corre para todos os lados e não cansa um segundo sequer. É o pulmão e coração do Bragantino ao mesmo tempo.

Volante: Fausto (Bahia): A regularidade de Fausto impressiona. O Bahia é um time com outra cara quando ele está em campo. Anulou o meia Anaílson, do Atlético-GO, o que facilitou o trabalho do setor de criação e ofensivo do Tricolor.

Meia: Davi (Bragantino): Além de marcar o único gol da partida, deu trabalho à defensiva paraibana, com varias jogadas ofensivas. É o famoso camisa 10 que todo time sonha em ter.

Meia: Juninho Petrolina (ABC): Mesmo tendo sido bem marcado pelos adversários, o meia do ABC foi o principal articular no meio-campo do time potiguar, na goleada de 4 a 0 sobre o Vila Nova, sábado, no Frasqueirão. Armou, marcou, deu passes perfeitos e deu o ritmo ao time que continua no G4 – grupo de acesso da Série C.

Atacante: Wallyson (ABC): Com apenas 19 anos é a grande sensação do ABC de Natal, o maior campeão estadual do país – já foi 49 vezes campeão potiguar. O garoto marcou dois gols e ainda perdeu um pênalti, defendido pelo goleiro Fabiano, do Vila Nova. Ele já tem 11 gols na Série C e passa a ser a grande espera de acesso do Alvinegro neste Octogonal Final.

Atacante: Danilo Santos (Crac-GO): Tudo bem que Danilo Silva perdeu um pênalti, mas fez o primeiro gol do Crac, na vitória, por 3 a 1, sobre o Barras, e participou ativamente do segundo, roubando a bola na intermediária e tocando para Tico Mineiro, sem goleiro, marcar.

Técnico: Ferdinando Teixeira (ABC): Como num compasso marcado, o ABC joga sob a batuta de Ferdinando Teixeira, um treinador que tem história no futebol nordestino, em especial no futebol potiguar. O alvinegro está bem armadinho e mostrando ter condições de brigar pelo acesso à Série B, em 2008. E com participação importante de seu experiente treinador, que não inventa, mas resolve.