São Paulo mostra superioridade e conquista o Brasil. Veja!
São Paulo, SP, 30 (AFI) – Clube mais organizado do futebol brasileiro nos últimos anos, o São Paulo não pára de fazer história. Equipe brasileira com maior número de títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes (três), o Tricolor agora também juntou-se ao Flamengo, como detentor do maior número de título do Campeonato Brasileiro. Nada mais, nada menos, que cinco.
Isso sem lembrar que o título do Rubro-negro carioca de 1987 não é aceito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ou seja, possui apenas quatro conquistas nacionais. Neste ano, o campeão, sengundo a CBF, foi o Sport-PE.
A vitória sobre o América-RN, por 3 a 0, na última quarta-feira, serviu apenas para consolidar o pentacampeonato do time do Morumbi. Líder do certame nacional desde a 18ª rodada, quando ultrapassou o Botafogo, o São Paulo passou por maus bocados durante sua trajetória. Confira nas linhas abaixo os melhores momentos do time durante o torneio nacional.
O Tricolor não começo bem na competição. Eliminado na semifinal do Campeonato Paulista, após perder por 4 a 1 para o São Caetano, o São Paulo começou a campanha com uma equipe desconfigurada. O atacante Dagoberto (foto) havia acabado de chegar e já carregava o rótulo de salvador da pátria; Jorge Wagner, que antes era banco, começava a ser escalado como titular.
Nem quando Fabão, Lugano e Rodrigo estavam no São Paulo, a defesa do time foi tão bem conceituada. O técnico Muricy Ramalho achou o equilíbrio com o esquema de três zagueiros, com dois volantes na proteção à sua zaga. Miranda, líder dos defensores, ganhou a companhia de Breno (foto e revelação do campeonato) e de Alex Silva, para construir um muro à frente de Rogério Ceni.
Não há o que se questionar: o zagueiro Breno foi o maior achado do São Paulo na temporada. Com 17 anos e vendo a carência do elenco tricolor na defesa, que sofreu muitos gols no primeiro semestre, o jovem aproveitou a oportunidade e, quando entrou, não saiu mais da equipe.
A campanha de um campeão brasileiro não se dá apenas nos resultados obtidos em casa. O time deve ganhar seus pontos fora de seus domínios. Não foi diferente com o São Paulo. Em 17 partidas fora do Morumbi, o clube paulista venceu dez, empatou outras cinco e perdeu apenas duas (contra Náutico e Flamengo).
Graças ao trabalho do experiente treinador Muricy Ramalho (foto), tão questionado no começo, mas que soube dar a volta por cima e mostrar que recebeu, sim, ensinamentos do antigo mestre Telê Santana.
O São Paulo, enganosamente, era tratado como um elenco imbatível e bastante grande para uma competição de pontos corridos. O time do Morumbi, no entanto, foi o campeão que menos atletas usou, contando o Campeonato Brasileiro desde 2003, quando mudou-se a fórmula: 29 jogadores.
É difícil falar algo sobre o São Paulo sem comentar a contribuição de Rogério Ceni (foto) para o título. O goleiro, capitão e dono do time não fez um torneio brilhante nas cobranças de faltas (só marcou duas vezes, contra o Sport), mas cumpriu a sua função debaixo dos três paus.




































































































































