Editorial Futebol Interior: A punição tem que ser exemplar

Enquanto o presidente da Federação Paulista da Futebol, Marco Polo Del Nero, gastava o dinheiro dos clubes paulistas na Europa, o fato mais deplorável do ano esportivo dentro de um estádio de futebol acontecia em Lins, no dia 28 de outubro. O caso será julgado nesta segunda-feira à tarde no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), caso não aconteça alguma armação para adiá-lo.

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Na partida entre Linense e Guarani, pela Copa FPF, um torcedor pegou uma garrafa de plástico de dois litros, colocou água e deixou congelar. Depois foi para o estádio com a garrafa e, logo após o gol de seu time, aos 12 minutos do segundo tempo, arremessou o objeto contra o treinador do Guarani, Michael Robin.

A garrafa atingiu a cabeça do técnico bugrino, que caiu ao solo e ficou o restante do jogo desacordado. Um gandula pegou a garrafa e a escondeu. Tudo foi filmado e as imagens são impressionantes. Por sorte, Michael Robin está vivo e, revoltado, promete não medir esforços para que haja uma punição do Linense.

O médico do Guarani, Antônio Carlos Rodrigues, ficou chamando o árbitro Milton Etsuo Ballerini, que omitiu-se, mesmo com o treinador do Guarani passando o resto do jogo deitado no banco do reservas. O médico pediu uma ambulância e também não foi atendido.

A grande questão é como este objeto entrou no estádio Gilberto Siqueira Lopes, em Lins. É óbvio que houve omissão do policiamento e conivência da diretoria do Linense.

Se a FPF quiser punir o Linense apenas com a perda do mando de alguns jogos será uma decisão simplista e que incentivará novas agressões. O Linense merece uma punição mais rigorosa. Mas querer esperar alguma decisão justa de uma Federação que mantém um time biônico (SEV de Hortolândia) disputando a Série A-3 é querer sonhar demais.