Ponte acha grana curta e deputado prevê o pior no futebol

Campinas, SP, 12 (AFI) – De saída do departamento de futebol da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, representou o clube campineiro na reunião do conselho Arbitral, desta tarde, na sede da Federação Paulista de Futebol. Ele reclamou, não com toda veemência que deveria, da falta de recursos para o time disputar o Paulistão.

”Acho justo que os grandes clubes recebam mais, porém, é preciso existir uma divisão mais justa de receitas para os demais participantes. Este dinheiro (R$ 1 milhão líquido) é insuficiente para a Ponte Preta cumprir com suas obrigações e montar um time competente”, lamentou Tiãozinho.

No momento, disputando a Série B do Brasileiro, os gastos com o futebol da Ponte Preta giram em torno de R$ 600 mil por mês. De qualquer forma, enquanto os grandes clubes tratam o Paulistão como um simples “Torneio de Verão”, a Ponte Preta vai usá-lo também como uma chance para acertar o time visando a disputa da Série B, que começa em maio.

Deputado prevê 10 times no Brasil
O pessimismo também foi a tônica do deputado federal, Guilherme Campos Filho (PDT), ex-vice-prefeito de Campinas e presidente da ACIC – Associação comercial de Campinas – que nesta segunda-feira à noite comemorou 87 anos de fundação. A confraternização reuniu perto de 500 convidados no Salão Nobre da Sociedade Hípica de Campinas.

Pontepretano confesso, de assistir muitos jogos no alambrado no majestoso, Campos Filho, lamentou a situação atual do futebol brasileiro ao microfone da Rádio Central de Campinas:

”Infelizmente existe muita coisa errada no futebol, como é o caso da MSI no Corinthians. Depois tudo acaba em pizza. Acho que as leis mudaram e os clubes não conseguiram acompanhar a evolução dos tempos. Hoje em dia, a garotada está globalizada. Um torce para o Milan, outro para o Real Madrid e não sobra quase nada para os times do interior. O futebol brasileiro está fadado a ficar com 10 clubes em cima e o resto embaixo”, concluiu.

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